24 de dez de 2010

Fica a dica

Aproveita o tempo livre pra colocar a leitura em dia. Na rede, na cama, na espreguiçadeira, na canga. Vou fazer o mesmo.

Feliz Natal pra todos vocês!

Que o bom velhinho capriche! E que a gente consiga sobreviver às comilanças natalinas.
Beijos e até mais!



Foto: Martha Steward

22 de dez de 2010

Iniciando processo de despressurização

Ando sumida, sei disso. Mas entenda. Foi um ano intenso, chega uma hora em que o ritmo precisa diminuir. Cansadinha, fico sem assunto e não quero postar textos ruins. Depois do Natal vou colocar os pés na areia e relaxar até a virada do ano. Em 2011, prometo voltar nova!

18 de dez de 2010

Impecável digo eu

Essa galera é parte da turma que trabalha para a Renner dentro da Paim, que tem mais uma turma enorme para atender os outros clientes. A proposta da festa de final de ano era integrar os dois mundos e acredito que funcionou. Cada um tinha que customizar a camiseta de um colega sorteado. Precisava ver como o pessoal se puxou, teve até exposição dentro da festa. Na hora de homenagear as pessoas que mais se destacaram durante o ano, imagina a minha surpresa ao ganhar o prêmio Paimpecável no primeiro ano de firma - "dado ao colega que é comprometido com os detalhes do trabalho, que faz a diferença no dia a dia e que trata dos problemas com leveza, deixando a nossa operação ainda mais gostosa. Para nós é fundamental ter pessoas como você." Bacana, né? Reconhecimento é superimportante, nem tudo é salário nessa vida.

17 de dez de 2010

Força na H20

Dezembro testa nosso metabolismo para o álcool. Depois de duas noites de happy hour com as amigas, ontem teve festa da firma - e foi o máximo! O que eu dei de risada e de abraço nesses últimos dias. Semana que vem tem mais encontrinhos. Muita água numa hora dessas. E brindes! A gente comemora pouco as coisas boas, não dá a devida atenção às conquistas diárias. Manter as amizades é uma delas.

Iustração: Gil Elvgren

14 de dez de 2010

Partiu 2011

Sei que um ano ficou para trás quando eu começo a contabilizar os "feitos". É importante olhar no retrovisor e lembrar de tudo que a gente fez, conseguiu, lutou, cresceu. Dá uma sensação de dever cumprido.
Em 31 de dezembro de 2009, eu tinha apenas uma coisa certa: um freelancer na Paim. Comecei dia 4 de janeiro, logo fui contratada, fiz novas amizades, voltei para o mercado de trabalho pela porta da frente e até ganhei prêmios! Publiquei o Diário De Uma Demitida, com o privilégio de ter o aval do Luis Fernando Verissimo. Continuei com o blog e consegui, além de leitores, mais amigos. Em março, entrei para o Pilates que eu tanto queria. Não perdi nenhuma aula e comecei a me cuidar mais. Consegui me dedicar ao trabalho e aos guris. Fui mãe e a profe do turno da noite. Vi o Rafa passar, não só de ano, como da minha altura (nos próximos 365 dias, o Fabio vai fazer o mesmo). Consegui almoçar em casa quase sempre, busquei no colégio, comprei lanche coletivo e presentinho de última hora, conversei sobre drogas, sexo, amigos e até cantei no Rock Band. Senti muito orgulho do meu marido chef de cozinha, que arrasou nos temperos e na segurança junto às panelas. Só não consegui fazer o Ricardo se estressar menos no trabalho. Sorte que a gente está com férias marcadas pra resolver essa questão - outra prova de que 2010 foi um ano redondinho. Depois da ralação vem o descanso merecido.

Tá, só mais 2 que eu adoro



Esse eu queria ter feito



Eu não conhecia e adorei. Finalmente um comercial de carro sem estradas e curvas! E não sou só eu que curti, não. Esse foi 1 dos 10 dos comerciais mais vistos no You Tube em 2010. Os outros estão aqui

13 de dez de 2010

O bom/mau velhinho

Quem disse que ele precisa ser gordo e bonachão? Sugiro que o mais descolado da família quebre as convenções e mostre com quantas tatuagens e piercings se faz um Papail Noel anos 2000. Imagina um Natal com uma pegada mais street? Uma árvore grafitada na parede da sala, o bom velhinho chegando irado de skate?
Que nada. Todo ano a gente segue a cartilha e não inova nem um pouco. No máximo, troca a marca da compota de abacaxi. Deixa a criatividade para o Ano-Novo, se é que sobrou alguma. Esse é o ônus e o bônus do Natal. A previsibilidade dá um certo conforto, depois de um ano cheio de imprevistos. Sabemos que o peru e o sarrabulho estarão lá, mesmo que faltem pessoas na mesa.

Foto: FFFFound

10 de dez de 2010

Sem apelidinhos infames

Vamos fazer um bem para as novas gerações, ensinando o nome certo de tudo. Inclusive do próprio corpo.
Imagem: FFFFound

A mi me encanta


Agora é público: o Jorge Drexler entrou para a minha listinha de razões para adorar o Uruguai. Tem Punta Del Este, tem as media lunas e tem ele, com esse jeitinho dolce de leche. Seja cantando em espanhol, português ou em inglês, o Jorge Drexler manda bem. Muy Bien. E ainda é charmoso e cool. Taí um cara que poderia ocupar um novo lugar no imaginário feminino. Eu NUNCA sucumbi ao Chico Buarque e muito menos ao Caetano Veloso. Mas esse uruguaio tem cantado demais no meu ouvidinho.

9 de dez de 2010

Are you ready?

Verão a caminho. Antes que a gente comece a suar e molhe irreversivelmente o cérebro, melhor recapitular algumas regrinhas de convivência:
-Na beira da praia, favor dar uma conferida na arcada dentária logo após saborear uma nutritiva espiga de milho.
-Ainda no segmento alimentício, lugar de camarão e pimentão é no prato. Não na orla marítima. Portanto, esbanje no protetor solar. Ninguém é obrigado a sentir dor só de olhar para corpos flamejantes.
-Já que estamos com areia no chinelo, cabe lembrar que som alto no auto é terminantemente proibido. Dançar pagode no calçadão depois da terceira cerveja, idem.
-Na piscina do condomínio, não repare nos vizinhos que engordaram. Você pode sofrer um atentado e ser encontrado sem vida dentro do tonel de lixo seco.
-Ainda no segmento condominial, chamar a parentada pra se banhar na piscina do prédio é covardia. Não pela água, que o cloro dá um jeito. É que parentes já bastam os nossos.
-Em casa, economize em comida mas nunca em ar condicionado. Os humanos se diferem dos animais por terem a oportunidade de administrar o próprio suor. E conta alta de luz é que nem IPTU, inevitável no verão.
-Falando nisso, evite as rodelas de suor. Apele para a indústria dermocosmética. Desnecessário sair por aí com dois frisbees embaixo dos braços.
-Casa de praia não é Carandiru. Evite a superlotação, procurando o hotel mais próximo. Até porque, com tanta gente dormindo no mesmo quarto, nem visita íntima vai rolar.
-Praticar esportes na beira-mar é saudável e energético, desde que se observe uma distância regulamentar das criaturas que gostariam de contemplar o oceano sem se preocupar com boladas e afins.
-Pior que biquíni (ou sunga) com lycra carcomida é guarda-sol (ou cadeirinha) com mofo de dez verões. Um mínimo de estética, praia não é museu a céu aberto.
-Evite os fungos, os mosquitos e os isopores. Principalmente os isopores.
-Quando você estiver deitadão na rede, lembre daquela rede onde compartilhar é tão lindo e deixe as outras pessoas da casa curtirem também um relax.
Seguindo essas dicas, o verão pode ter alguma dignidade.

Foto: Eduardo Hernandez

Bang

Eu mato tempo. Mas em legítima defesa.

Projeto de vida

Hoje eu e o Ricardo estamos comemorando 21 anos de casados. Numa época onde os casamentos duram menos que uma blusinha de malha, faço questão de comemorar. O que eu faria diferente? Uma bela festa. Acredita que a gente não fez? É que eu não era tão jovem quanto me sinto agora.
Casualmente ontem caiu nas minhas mãos uma matéria sobre uma pesquisa feita com mulheres nos Estados Unidos. Claro que o casamento foi um dos temas discutidos e surgiu uma visão bem mais empresarial da coisa - na verdade, novas nomenclaturas para o contexto tradicional.
As mulheres encontram no marido um sócio. E no casamento, um projeto a ser tocado a quatro mãos para alcançar o sucesso (leia-se família realizada). Ok, é menos romântico mas verdadeiro. E reflete bem o zeitgeist (numa livre tradução, o espírito da época).
Queremos um homem que nos ame e, se possível, nos idolatre. Mas acima de tudo, queremos alguém que abrace o projeto e se dedique por completo. A grande vantagem é poder comemorar cada objetivo atingido com beijos nada corporativos.

Foto: Etsy.com

8 de dez de 2010

Para que passar tão rápido?


Tem quase 14 anos entre um click e outro. O primeiro é do tempo em que a gente mandava revelar foto. O segundo foi tirado agora há pouco, sob protesto porque ele já estava atrasado pra sua festa de formatura da oitava série!! Foi tipo assim uma esmolinha, já que os pais não foram convidados.
Ontem, o Rafa se divertia na banheira. Hoje, ele molha um pouco menos o banheiro. E se diverte como qualquer adolescente. Acabou de passar de ano, tem mais é que comemorar. Desculpa a pieguice, mas escrevo esse post com os olhos cheios d'água. Acho que a banheira se transferiu pro meu canal lacrimal.
Nesses momentos a gente enxerga a linha do tempo bem na nossa frente, se eu esticar a mão encosto nela. Dá saudade, dá orgulho, dá uma emoção de um metro e setenta, acho. Também dá um medinho bom do que vem pela frente. Juízo, guri!, foi o que eu disse na porta. E corri pro blog, onde ainda tenho o controle da situação.

6 de dez de 2010

Icônica

As revistas e blog de moda adoram usar essa palavra. A bolsa icônica, o vestido icônico, a coleção icônica. Engraçado, pra mim esse adjetivo causa o efeito contrário. Não tenho vontade de usar nada que seja icônico porque soa caricato. Marca mais que calcinha em vestido branco de malha. É como se ficasse eternamente pendurada uma placa “ó eu aqui!!”. Pensei nisso ao ver mais uma foto da Ana Dello Russo, editora da Vogue Japão, lançando seu perfume. Eu acho bacana pessoas com personalidade forte – pra não dizer icônica. Agora imagina o perigo de usar um perfume icônico e ver o iconismo alheio impregnar na gente? Circulando pela internê, achei o blog da Anna Dello Russo. Chega a ser brega de tão icônico.

2 de dez de 2010

Misery



Um videozinho do Maroon 5 com pegada sexy power pra essa quinta. Que mulher nunca quis ter esse poder? E essa cinturinha desgraçadamente perfeita? Curte aí.

1 de dez de 2010

Fácil, fácil

Desconfio que os animais levam um dia a dia bem mais tranquilo que o nosso. Menos regras, menos frescuras, mais olfato e era isso. Gostou do cheiro? Pimba! Uma trepadinha aqui, um lixo com osso ali, uma rosnada pra alguma canela desavisada. Se for um pet, a vida é infinitamente mais mansa. Ainda ganha duas saídas diárias pra fazer xixi e carimbar a grama alheia.
Não conheço cachorro dependente químico de celular, por exemplo. Nunca ouvi falar de gato que leve trabalho pra casa ou passe vergonha se o cartão de crédito foi recusado na fila do supermercado. Uma tartaruga caseira também não precisa se preocupar se os tartaruguinhos estudaram para a prova. Talvez um hamster de apartamento tenha que explicar por que fugiu da gaiola e acabou assustando a vizinha - o que é um momento ínfimo de stress, depois é só seguir fazendo o que os hamsters fazem (não tenho ideia do que seja).
Basicamente, os animais precisam de pouca coisa para ser feliz. Agora que começou a loucurada de dezembro, eles não vão se agoniar com as compras de Natal. Uma cheiradinha, uma trepadinha, um ossinho, um postezinho. Não vou chegar ao cúmulo de dizer que na próxima vida quero reencarnar como peixe dourado ou gata siamesa. Mas tem horas em que dá inveja.

Ilustração: FFFFound

Suspense old school

Taí uma cena clássica de suspense, repleta de... pureza e ingenuidade!! Antigamente bastava um vilão, uma corda e um trilho de trem pra fazer uma plateia inteira remexer na cadeira. E hoje? Tem que ter galões de sangue derramados, metralhadoras, psicopatas, casas abandonadas, criancinhas indefesas, um excelente roteirista e todo o aparato de Hollywood para provocar algum leve arrepio. E o que a gente faz? Se joga na pipoca.
Eu desconfio o porquê. É que a vida do lado de fora do cinema ficou bem mais apavorante. Basta um semáforo fechado, um marginal e um vidro aberto pra gente levar um susto horripilante. Crianças? Tomara que elas não estejam no carro presenciando a cena. E que alguém assuma o papel do roteirista tentando explicar o que está acontecendo com a realidade. Eu só tenho uma pergunta a fazer: cadê o meu dublê?