27 de fev de 2011

Obrigada, Scliar


A morte do Moacyr Scliar deixa um vazio. Ele era uma excelente pessoa, além de grande escritor. Respondia meus e-mails na mesma hora, sempre solícito, gentil e generoso. Inspirou a mim e a muitos. Obrigada, viu?

Fotos: Contracapa do meu livro Buffet e do ClicRBS


25 de fev de 2011

Ilhados

Para o turista, tudo é lindo. E pra quem mora no paraíso, será que é tão maravilhoso assim? Em Morro de São Paulo, conheci na prática o termo "estar ilhado".
Qualquer produto depende do transporte pra chegar lá, até os ingredientes dos cardápios dos restaurantes. É comum a gente pedir um prato e ouvir que hoje não tem, sorry. Pra quem vive disso, é perda de dinheiro na certa.
Outra coisa que descobri, observando um cartaz em uma vitrine que oferecia cartão fidelidade para catamarã (socorro!!). Os moradores pagam a mesma coisa que a gente pra ir a Salvador - R$ 75,00 por pessoa e por trecho. Uma fortuna! Então eles evitam sair da ilha. O máximo que conseguem é um desconto em baixa temporada. Ali perto tem Valença, que eu não conheci, mas que não deve resolver totalmente a vida. Pense em médicos especialistas, por exemplo. Só mesmo em Salvador. Se as roupas das lojinhas são caras para o turista (eu achei), imagine para eles.
Sabia que não existe banca de revistas em Morro de São Paulo? Esqueci de levar livro - isso acontece com quem tem que acordar antes das 4 da manhã pra embarcar no voo das 6. No aeroporto também não deu tempo. Pensei o óbvio: chegando lá, eu compro. Quase tive crise de abstinência, já estava lendo etiqueta de toalha. Conversando com moradores, fiquei sabendo que a única banca fechou porque as pessoas se negavam a pagar um real a mais sobre o preço de capa - isso para cobrir os custos do transporte. Tem só um vendedor ambulante que todos os dias traz jornais e revistas, descendo da vila até a Terceira Praia. Mas tem que atacar o homem no meio do caminho. Não acreditei quando ele se materializou na minha frente, abriu a sacola e... voilá... Letrinhas!!
O paraíso existe, é delicioso, é fotogênico, é exuberante e é relativo. Turista deslumbrado adora dizer "eu moraria aqui!". Por sete noites e sete dias, tranquilo.

Comilança all inclusive

E se bater uma fominha no ClubMed, entre a aula de tênis e o alongamento no coqueiral?
Sem problema, o bar da piscina está sempre pronto para te socorrer. Inclusive de tarde, com pizzas, quiches, pães de queijo quentinhos, tostados, bolos, sandubas, saladas de frutas (ufa!) e panchos. Dá-me dos!

Perdi a conta de quantos litros de água de coco tomei. Orgulho da viagem: o Rafa dividiu muitos desses aí comigo.

O McLanche Feliz de Morro. O que fazer quando seu filho chato pra comer abre o(s) cardápio(s) e só encontra lula, marisco, ostra, peixe, camarão e lagosta? Batata frita, pliiiis. (Alô Destemperadinhos, não é nada saudável mas é uma dica mother friendly)

E por último, uma caipirosca pra brindar as férias! Uma, não. Alguém contou quantas?

24 de fev de 2011

Morro de São Paulo merece um post exclusivo

Concordo em gênero, número e grau.

Depois de 2h30 de catamarã... terra à vista, gente!

É aqui onde tudo começa. O Portaló. Haja perna! E que os joelhos estejam aptos.

Usted puede tirar una fueto de nuestra familia? I por que hay tantos argentinos acá?

Sobe e desce! Eu avisei.

Pausa para o melhor suco de kiwi do universo, na Quarta Praia.

A vila antes da Primeira Praia. Salto alto não tem a menor condição.

É um peixe? É um tubarão? É um pé submerso na água cristalina?

Era só atravessar a areia que a gente estava na pousada. Ó o telhado lá atrás.

A praça é nossa, disse um turista para o outro. E com feirinha de artesanato à noite.

Com vocês, o Bandido e o Mocinho! E também tinha o Marujo, o Curinga e o Detetive.

Recomendo muito: Pousada da Torre na Segunda Praia.

Jantamos aqui. Claro que esqueci de fotografar a comida.

Sobe e desce o dia inteiro! A rampa é para os corajosos e os carrinhos de mão com as malas.

A Terceira Praia com maré alta.

Morro de SP é uma favela chique, cheia de quebradinhas e descobertas.

Meu peixão curtindo o underground.

Quero voltar de novo, mas com lancha rápida.

Férias = riso fácil










Viajar usando Smiles é ótimo. Melhor ainda se a gente gastar todos os smiles da galera!

23 de fev de 2011

Pequeno tratado sobre a importância dos nomes



O mar da Bahia inspira até os nomes.

Coisas que a gente só vê nas férias

O Ricardo finalmente descansando.

A cultura local.

Outras modalidades esportivas, como o volei de bexiga.

As informações que mudam o mundo.

Um boteco aquático.

Carrinhos de mão transformados em taxi.

Iguana solta.

Manga no pé.

Peixes nadando ao nosso redor.

Igrejinha bucólica e inesperada.

Foi dada a largada

E começaram as aulas - ou em bom português, a gincana diária de temas, lanches, provas, trabalhos em grupo e etc. Quer um exemplo de tarefa dessa gincana? Uma vez por semana, o Rafa vai ter aula o dia inteiro. Adivinha que dia foi escolhido? Hoje!, logo de cara. E justo quarta-feira, que colide com o curso de inglês. Adivinha se a gente sabia, se o Rafa tinha levado dinheiro pro almoço e pro taxi na volta? Claro que não! Minha bola de cristal estava sem pilha.
Que Nossa Senhora Da Lapiseira 0,7mm nos proteja!