6 de set. de 2010

A melhor orientação de lavagem do mundo

"Ou dê para a sua mãe. Ela sabe como fazer isso."

Quem achou essa pérola foi meu amigo Gui Rex. Saudade do tempo em que a gente não precisava se preocupar com essas coisas mundanas como lavar roupa.

Como assim ficar feia?

Entendo que os mineiros chilenos estão socados 700m abaixo da terra e que vão demorar meses para sair de lá. Mas olha o conselho que o psicólogo deu para suas respectivas esposas: fiquem feias para eles. Sacanagem!! Elas já tinham entrado em luto quando descobriram que os 33 estavam vivos. Na sonda de 7cm de espessura não passam beijos e abraços, mas uma webcam foi instalada para que as famílias se vejam e conversem. Aí vem esse psicólogo e recomenda que as chilenas embaranguem para seus homens. Sim, está nos jornais. Um conselho masculino, só podia.
E a alegria do batonzinho? E a maquiagem necessária para disfarçar a dor, o medo e a apreensão? E a vontade de colocar um vestidinho bonito, pra mostrar que a vida os espera do lado de fora? Elas deveriam é mandar um frasco do seu perfume preferido para os maridos, pena que não passa pela sonda.
Discordo totalmente do psicólogo chileno. Os mineiros precisam de ânimo. E mulheres bonitas, sim, contando os dias para o tão esperado reencontro.

3 de set. de 2010

Sessão da Tarde feelings





Mais gostinho dos anos 80: Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, Curtindo a Vida Adoidado, De Volta Para o Futuro, Quero Ser Grande e Feitiço de Áquila. Fui uma adolescente feliz!

Sabambaia feelings

Sou do tempo em que samambaia era só aquela planta que caía do vaso e enfeitava a maioria das salas nos anos 80. E esse post fala justamente sobre samambaias e tempo.
Liguei cedinho pra minha mãe e ela fez um comentário que só pode sair da boca de alguém que já contou as contrações: "Hoje faz 23 anos que teu irmão foi morar nos Estados Unidos."
Datas são importantes para as mulheres, principalmente aquelas que envolvem sentimentos. Por associação de fatos, achei outra data importante para comemorar. Nos póximos dias, vou completar 23 anos de serviços prestados à publicidade. Lembro como se fosse hoje. Num dos primeiros telefonemas do Leandro depois que ele foi embora, contei (toda feliz) que tinha começado um estágio.
Duas coisas ficaram marcadas forever: o orgulho que senti do lado de lá do telefone e a samambaia pendurada na sala. Devo ter encarado a dita cuja enquanto a gente conversava. 23 anos depois, estamos todos bem. Já a samambaia foi desmoralizada por uma peladona de quinta categoria.

2 de set. de 2010

To die for




Espere a hora da fome e veja mais fotos lindas no site da fotógrafa Carmen Troesser.

Eu na Claudia de setembro, pg 118

(Trecho da matéria onde fui entrevistada)

O que faria você feliz?

Daqui a 10 minutos, gostaria de ser surpreendida com uma boa notícia, como atender o celular e ouvir uma amiga ou um amigo que adoro, mas que não moram mais aqui, dizer: “Desce agora. Estou aqui embaixo te esperando pra tomar um café”. Ou ficar sabendo que ganhei mais prazo para entregar uma campanha e não vou precisar trabalhar no fim de semana.

Eu ficaria superfeliz daqui a 10 meses ao ver meu novo livro fazendo sucesso - tanto que já teria entrevistas agendadas com a Marília Gabriela e o Jô Soares. Mas a Ophra ligaria lá pra casa pedindo que eu fosse no programa dela primeiro. E se alguém descobrisse a cura da celulite, do tipo instalar um GPS no DNA, enviando o gene da casca de laranja para outro lugar bem longe. Não para mim, mas para outras mulheres que ainda podem escapar desse mal.

Serei a pessoa mais feliz do mundo se daqui a dez anos se meus pais ainda estiverem vivos e com saúde, se eu gostar das namoradas dos meus filhos e se eles estiverem felizes, trabalhando em um lugar legal. E se puder olhar para meu marido e dizer, desapontada: “Amor, para onde vamos viajar desta vez? Não tem mais nenhum lugar do mundo que a gente não conheça.” Se não for pedir muito, daqui a 10 anos quero aparentar ter 10 anos a menos.

Magali Moraes, 42 anos, redatora de publicidade e blogueira, casada, dois filhos, de Porto Alegre

(E tem mais: no início da revista, um anúncio lindo do Tempo de Mulher Renner)

1 de set. de 2010

Em crise de identidade

Ou eu tenho o rosto muito comum, ou preciso tomar cuidado de agora em diante. Pelo menos no bairro Menino Deus. Em menos de cinco minutos, fui confundida com duas mulheres. Eu estava no posto de gasolina e um homem parou seu carro do meu lado, me olhou com cara de velhos amigos, disparou um Oi comprido e abriu o maior sorriso. Retribuí com um ponto de interrogação.
-Tu não é a esposa do Márcio?
Não, meu amiguinho. Ainda fui brincar e disse que deveria ter uma irmã gêmea. Dei um nó na cabeça do homem, que entendeu que era verdade. Bom, eu sou espirituosa. Sei lá se a esposa do Márcio é assim.
Logo depois, o frentista tira a cara de dentro do motor do meu carro, olha para mim e diz:
-Tu é a namorada do He Man, né?
Perceba o tom afirmativo da frase. Minha risada agora foi de preocupação.
Ser chamada de She-Ra às 9 da manhã não pode significar coisa boa. Frequento esse posto há 3 anos e perdi a conta de quantas vezes fui atendida pelo mesmo frentista. Para ele, eu sempre fui a namorada do He Man, que ele conhece faz tempo "das redondezas". Será que o Márcio e o He Man são a mesma pessoa?
Arranquei cantando pneu e fiquei pensando se meu pseudonamorado faz juz ao apelido. Ele pode ter sido fortão na adolescência e hoje desfilar pelo Menino Deus com uma pança ridícula. Ele certamente deve ser burro. Provavelmente é um pitbull marombado de academia. Será que o pessoal do Zaffari também acha que eu sou a She-Ra?
Vou comprar uma peruca. Imagina se estou na sorveteria da frente do posto, comendo uma inocente casquinha de flocos com o Ricardo, e os amigos do He Man interpretam mal a cena? Primeira providência: mudar o posto de gasolina, já que o bairro não tem como.