28 de fev. de 2010

Checking list

Mochila, ok. Estojo, ok. Pasta numerada, ok. Lanche, ainda falta pegar. Cabelos cortados, ok. Unhas cortadas, ok. Roupa, tem que separar. Carteira com dinheiro, ok. Nossos telefones, ok. Será que não estou esquecendo nada? Ah. Recomendação para não conversar demais, ok. Aviso para prestar atenção na professora, ok duplo.
Amanhã recomeçam as aulas e quem tem filhos em idade escolar sabe o quanto a vida de toda a família modifica de março a dezembro. Aqui em casa, a mudança é brusca. Como eles estudam de manhã, o madrugadão é implacável. O toque de recolher, também. Depois da primeira semana, a rotina coloca tudo no seu devido lugar. As olheiras somem com o tempo.
É cheque pro inglês, taxi pro basquete, bilhete pra professora de um, lanche coletivo para o outro. Confere temas, ajuda nos trabalhos, leva e busca na casa dos colegas. Procura o livro que pediram e não tem em nenhuma livraria. Cola os horários na parede dos quartos. Tudo que facilite a vida.
Meus garotos vão para a quarta e a oitava séries. No final do ano, o Rafa vai se formar! E já conta os dias para a viagem que a seleção de basquete do Anchieta vai fazer para a Argentina. Já o Fabio vai ter o último ano só com uma profe, ou seja, a coisa começa a complicar. E vai para as Missões. E vai nos fazer ir na missa (muitas), em função da catequese.
Eu peço força, tempo disponível e paciência para acompanhar tudo isso. Acho que o colégio é uma das fases mais legais que existem. Cansa, esgota, monopoliza, sacrifica, mas deixa saudade.
Passou a fase das maquetes de isopor. Isso já é um alívio.

25 de fev. de 2010

Punta 2

Um garçom nos disse que Salus é a melhor água do mundo. Talvez seja por isso que uma garrafinha custe até 7 reais nos restaurantes. E olha que a minha turma é chegada numa água. Não tomam refrigerante, muito saudável no Brasil e uma desgraça no Uruguay. Eu devia ter obrigado a família inteira a beber somente Clericot a semana inteira. Tem fruta, faz bem para as crianças.
Mas não foi a Salus quem nos levou à falência. Descobrimos uma pizzaria delícia, numa esquina charmosinha, longe da turistada. Foi aquela empolgação. Mesinha na rua. Noite bonita. Mais pizza. Mais Clericot. Mais Salus. E eu achando graça de tudo (culpa das frutas). Na hora de pagar a conta, descobrimos que ninguém havia perguntado se aceitavam cartão. Era óbvio que sim. A tarjeta amiga. Não?? No, solo efectivo. Traduzindo, pilas. Grana. Uma notinha em cima da outra.
O que deu de neguinho catando moeda, eu nem conto. Somando tudo que tínhamos, deu EXATAMENTE para pagar a conta. Se antes a gente tivesse dado gorjeta pro guardador de carro na saída da praia (e só não demos porque o cara sumiu), não dava pra pagar. E vá explicar em portunhol alcoolizado que seria preciso deixar metade da família como cheque-caução, ir no hotel pegar reais, depois ir no câmbio trocar e só então voltar lá. O Fabio dizia que não lavava pratos de jeito nenhum, apesar de eu argumentar que em quatro seria mais rápido. Até foto minha e do Ricardo contando dinheiro o Rafa tirou.
Recomendo a Pizzaria Pino, lá na ponta da Península. Desde que você leve pesos, claro.

Super Mario Desculpa Esfarrapada Bros

Chego em casa e encontro dois zumbis grudados nos jogos do Super Mario Bros. E ainda tenho que ouvir "mas mãe, é uma história de amor de um encanador e sua princesa..." Tá bom. Deve estar escrito trouxa na minha testa. A onda é ir pro YouTube ver como pular de fases. Eles jogam com o notebook aberto ao lado da TV. Deixa estar, que segunda começam as aulas.

Tropeços

O inacreditável aconteceu: viciei em sapatilhas. Logo eu, uma salto alto-addicted. É que sapatilhas são fofas, confortáveis, descoladas, gostosinhas. Comprei um par e, quando vi, já são oito. Ou nove? E estamos falando de um verão.
Posso ter saído do escarpim, mas ele ainda não saiu de mim. Hoje acordei com desejo de usar salto. Foi difícil, depois de tanto tempo no térreo. As calçadas pareciam estradas, de tão longas. Perdi metade da pose. Agora vou ter que equilibrar os dois vícios. Aprender a andar de salto, a ponto de esquecer que está de salto, é uma conquista. Não dá pra perder.



24 de fev. de 2010

Punta 1

O que faz uma viagem em família, para um lugar já visitado outras vezes, ser tão boa?
Antes de mais nada, a convivência forçada (no melhor sentido possível). No dia a dia, a gente pode estar perto, mas a cabeça de cada um corre para direções opostas. Numa viagem de férias, todos ficam com o mesmo foco: curtir junto. E muito! Parece que a vida real dá uma trégua.
Em segundo lugar, tem o comparativo. Punta não mudou tanto, mas a minha família sim. Eu diria que, na linha do tempo, estamos mandando bem. Dessa vez teve guri com barba e voz grossa, algo inédito na nossa bagagem pro Uruguai. E óculos pra leitura, que foi solenemente ignorado. E filtro solar mais alto, porque eu não vou dar a minha cara pro sol bater. Os quatro integrantes que pegaram a estrada em 2010 (e, como sempre, se empanturraram de bobagens no caminho) são versões melhoradas do passado, pessoas que cresceram por dentro e por fora. Isso conta mais do que qualquer bronzeado.
Essas viagens - ou fugas, como queira - são pequenas heranças que a gente vai dando em vida pros filhos, um valor emocional que soma fotos, descobertas, episódios engraçados, micos, frases que viram bordão e só a gente entende ou acha graça. Por mais que venham novos roteiros, Punta vai ser sempre especial. Uma coisa só nossa (apesar de lotada), um lugar que nos blinda. E é isso que uma família precisa.

22 de fev. de 2010

Quase 2.000km depois













Uma semana que valeu por muitas. Ainda bem que anotei tudo. Um diário de viagem, nem que seja escrito em guardanapos de papel, és muy precioso. Até a próxima, Punta.

12 de fev. de 2010

Quero distância do ziriguidum

Hoje o blog entra em férias coletivas e retorna suas atividades na segunda dia 22. Microférias, por supuesto. Meu carnaval vai ter choclo, freddo, media luna e licuado de frutilla (para as crianças, óbvio, porque eu vou me jogar no clericot). Prometo voltar bem neguinha e inspirada. E, com sorte, só um quilo a mais na bagagem.