31 de mar. de 2011

Hugo Chávez X pechugas grandes

Hugo Chávez declarou guerra contra a indústria do silicone - ou contra as pechugas grandes. O presidente fez pronunciamento em rede nacional de televisão, num cenário campestre (vacas? leite?), pra pedir que as mulheres não acreditem que precisam ter peitolão. Leia aqui e prometa que vai ver todo o vídeo.
A causa é nobre. Só que Hugo Chávez esqueceu que a Venezuela é o maior fabricante de misses do planeta Terra. Botar silicone é o de menos. As candidatas a miss fazem nariz, culote, costela, cotovelo, cintura, calcanhar, joanete, queixo e umbigo. Sem falar que o presidente liberou a publicidade de cirurgias e financiamentos no seu país. Uma contradição atrás da outra. Pobre das chicas!

Foto: FFFFound

30 de mar. de 2011

Hit na Inglaterra

O que todos os homens pensam fora sexo?
Nada, absolutamente nada, chegou à conclusão o professor de Oxford Sheridan Simove. E o que ele fez pra comprovar 39 anos (sua idade) de pesquisa sobre o tema? Um livro com 200 páginas em branco!! Segundo minha amiga e correspondente internacional Luana, o livro virou hit na Inglaterra e está sendo usado como caderno por todos os estudantes. E o que o autor acha disso? "Eles provavelmente pensam que usar meu livro como caderno vai ajudá-los a transar. E é claro que eles estão certos!"

O casal abraçado

A rua está cheia de personagens, preste atenção. Mesmo que você não vá escrever sobre eles, pode acompanhá-los como num livro - mas com a sensação de estar sempre relendo a mesma página já que você não sabe nada sobre o tal personagem, apenas cria hipóteses.
Quase todos os dias, na hora do almoço, eu vejo o casal abraçado. É assim que chamo os dois. Abraçar é lindo, caminhar abraçado todo santo dia requer coordenação corporal e sincronismo.

Ele anda com o braço por cima do ombro dela, um braço pesado e possessivo. Ela se encaixa no abraço e ainda segura a mão que sobrou lá em cima. É como se quisesse segurar bem o abraço. Os dois parecem duas peças de Lego, daquelas que é melhor guardar juntas na caixa e não perder tempo desgrudando.

Reparei que a mulher nunca está com bolsa, o que facilita. Às vezes eles carregam uma sacola ou guarda-chuva nas mãos que permanecem livres - os membros superiores reservados ao abraço têm lugar cativo no corpo do outro.

Acho lindo um casal de mãos dadas. Adoro abraçar e ser abraçada. Mas caminhar sempre com os ombros transformados em prateleira?! Daqui a pouco surge um ortopedista e forma um triângulo amoroso.

Cada vez que eu vejo o casal abraçado, crio hipóteses:

-É namoro novo

-Ele tem labirintite e ela dá um suporte disfarçado de abraço

-Eles têm medo de assalto e por isso se protegem

-Ela força o abraço porque no meio do caminho tem o restaurante do ex-marido, que sempre espia os dois passarem e se arrepende da separação

-Ele força o abraço porque não abraçava a ex-mulher antes

-Eles trabalham no mesmo lugar e como "onde se ganha o pão não se come a carne", no intervalo do almoço se abraçam ininterruptamente pra compensar -Eles treinam pra uma promoção de shopping, daquelas que premia o casal que ficar abraçado por mais tempo

-Eles são mais velhos, sabem que o tempo ruge, então acumulam milhas com os abraços

-Ele tem uma perna mais curta que a outra, apoiado assim não precisa de bengala

-Ela é friorenta e usa o braço dele como echarpe

O que eu sei é que lá no fundo os invejo. Eu e todas as mulheres do bairro.


Foto: Flickr - Ann Schuwaner

29 de mar. de 2011

Vamos por partes

Engraçado quando a gente vê no filho uma coisa que é sua. Um olho da mesma cor chega a ser óbvio, eu falo das características que aparecem com o passar do tempo. Um dia, o espelho fica evidente.
O Fabio se empolga e conta tudo nos mínimos detalhes, disseca a história, repete os diálogos, segue a cronologia, ignora atalhos como se qualquer frase perdida fizesse a maior falta. E ai de quem não estiver prestando atenção.
Às vezes perco a paciência, quero enxergar o ponto final e nem sinal dele. Então me dou conta de que também faço isso. Como diria o Fabio, é sinistro.

Ilustração: FFFFound

27 de mar. de 2011

A pedido, as dicas do Kzuka



É como eu disse no post anterior, essas dicas são tudo que uma mãe repete diariamente. O problema é o filho prestar atenção, ainda mais se for adolescente.

25 de mar. de 2011

Conversa de elevador

E lá estava eu, cansada, escabelada, o olho preto já borrado, a semana inteira afundando meus ombros, quando as duas subiram comigo no elevador.
Talvez tenha sido a alegria de estarmos chegando nas nossas casas. Ou quem sabe um lampejo de filantropia pra levantar minha moral. O fato é que elas olharam pra mim e começaram a despejar elogios. "Como tu está bonita!! Como teu cabelo tá lindo! Mudou a cor? Ficou ótimo mais escuro, combina tanto com a tua pele!"
Os elogios duraram vários andares. E antes que eu pudesse dizer algum agradecimento, além de sorrir surpresa, elas saíram. Olhei pro espelho do elevador e, de repente, não me achei tão acabada assim. Elogio sincero é um tarja preta. Ainda mais vindo de outras mulheres.
Ilustração: Coco

Obrigada, Kzuka!

Quem tem filho adolescente tem que estar preparada para o dia em que ele chegar em casa com uma novidade: loira ou morena, talvez uma novidade ruiva e descolada. Já escrevi sobre isso aqui no blog e, quase três anos depois, me sinto mais preparada (ou acostumada com a ideia).
Hoje, lendo o Kzuka do jornal Zero Hora, um caderno feito pra galera jovem, separei uma página que vai ser muito útil. Tenho certeza absoluta de que foi uma mãe quem escreveu aquilo!! Ou prestou consultoria, psicografou, só pode.
Dentro da matéria "Fala sogrão!", tem uma parte com adivinha o quê? Dicas de boa educação na casa do(a) namorado(a)!!! São coisas básicas tipo "se você não gosta de peixe, e o único prato que tem para jantar é peixe, esqueça o nojinho e não faça desfeita". Eu falo isso desde sempre, em função dos almoços nas casas dos amigos. Mas será que eles prestam realmente atenção??
A lista é grande e tem recomendações valiosas como essa aqui: "repare na rotina da casa do amado". Civilizadíssimo. É aquela coisa, em Roma faça como os romanos. Olha outra dica: "por favor, obrigado e com licença são expressões-chave na hora de conquistar o(a) sogro (a)." Obrigada digo eu, Kzuka, por fazer das minhas palavras as suas. "Se ofereça para ajudar a botar a mesa ou a lavar a louça". Bingo! Supercool! Nada que uma mãe não repita à exaustão. Até cortar as unhas eles mandam.
Acabei de entender porque gostei tanto da matéria. Não é só para o Rafa ler, quem eu quero que decore cada linha são as futuras frequentadoras da minha casa. Aposto que as mães de garotas vão concordar comigo. Boa educação, respeito e gentileza conquistam a família inteira.