29 de nov. de 2010

Inteligência e observação

Quando eu trabalho muito e me divirto pouco, sinto como se fosse uma evasão de divisas: sai, sai, sai e quase seca a fonte. Chega uma hora em que preciso colocar algo pra dentro da cabeça.
Hoje no final do dia fui assistir uma palestra com o Arnaldo Jabor na Semana da Propaganda, um evento aqui em Porto Alegre para publicitários e simpatizantes. Coisa linda ver alguém concatenar as ideias e construir uma linha de raciocínio contextualizando cada fato, lembrando todas as datas e nomes, resgatando o passado como se tudo aquilo tivesse acontecido ontem. O homem fez uma retrospectiva da história política do Brasil com tiradas dignas de programa humorístico. Foi um sopro no cérebro. O cansaço sumiu na hora. E ele não tinha nenhuma anotação ou power point. Usou só o gogó e o improviso. Vou sonhar com o Jabor. Mulheres têm um fraco por homens que seduzem com seus neurônios.

Listinha pro amigo-secreto



Vai dizer que livro não é uma excelente pedida? Não tem como não servir ou não gostar da cor. Esses são alguns que estão na minha lista:
-Onde foi parar nosso tempo?, de Alberto Villas.
-Intimidade, com artigos da antropóloga Mirian Goldenberg.
-A psicanálise na Terra do Nunca, do casal Diana e Mario Corso.

Game over?

Grande descoberta para uma segunda chuvosa: o blog do casal de psicanalistas Diana e Mario Corso. Eu já lia a Diana, agora leio os dois e recomendo. Esse é um trecho do post Game Over, que fala sobre pais e adolescentes - um assunto que me interessa muito.
Sábado, mais uma vez, fui sozinha em um aniversário de criança. Tentei arrastar o Fabio, nem ele me acompanhou. Ficou com o Rafa, seu mentor espiritual. Tudo bem, entendo como pessoa. Mas isso não impede que eu relute enquanto mãe. Eles começam a escapar pelos dedos feito água. É nessas horas que a gente percebe que o jogo virou, está virando a cada dia. Longe de ser um game over. O jeito é pedir o controle (ou joystick, como chamavam no meu tempo), sentar do lado e descobrir pra que servem aqueles botõezinhos.

"Vejamos o quadro desde os olhos do jovem: ele ainda é parte intrínseca da cena daquela família, partilha intimidades, cheiros, ruídos, que são seus, que são seu eu. Bruscamente aquilo tudo começa a soar, cheirar e parecer diferente. A súbita visão daquilo que antes era invisível na sua obviedade cria um sentimento de exterioridade. A intimidade não é mais dele, mas ele ainda é obrigado a frequentá-la. O silêncio e o nojo são sinais do constrangimento. As distâncias físicas desapareceram, seus pais tem seu tamanho, ou são menores: olhos nos olhos destes, descobrem que são feitos de carne e osso. Descobrem-nos cheios dos caprichos próprios da neurose, que se amam com os limites do amor que substituiu a paixão, que sua sabedoria muitas vezes não foi suficiente para lhes solucionar a vida. Enfim, são pobres diabos atrapalhados."

Foto: FFFound

23 de nov. de 2010

Achei elegante demais

Quem escreveu isso deveria ter usado uma ponta de faca, mais condizente com a situação.
Essa foto é praticamente um mini conto. Dá pra imaginar a história toda.

Foto: FFFFound

Com que roupa eu vou?

Essa foto podia ser na frente do guarda-roupa. Naqueles dias em que a gente cisma em usar algo (botas!) e não tem a menor ideia do que acrescentar ao look. Alguém já deve ter feito o cálculo de quantos anos de sua vida uma mulher passa escolhendo o que vestir. Mas eu prefiro mil vezes a dúvida do que o uniforme.

19 de nov. de 2010

Enfim, sexta

Depois de dois finais de semana trabalhando, nesse vou fechar o guichê e descansar a cabeça. Ainda teve o (s) episódio (s) da virose, que puxou o tapetinho. Buenas, fui.

18 de nov. de 2010

Uma súplica

Mães, ensinem seus filhos a comer de boca fechada. Sério, isso é mais útil do que aprender raiz quadrada ou crase (essa, a gente sempre vai ter dúvidas). Invariavelmente, crianças que comem com a boca aberta se transformam em adultos que nos dão o desprazer de ver um bife ser estraçalhado pelos seus molares.
Eu já tinha reparado nos restaurantes. Eles estão por toda a parte, em almoços de família ou da firma. Marmanjos que insistem em não grudar os lábios enquanto saboreiam a refeição. Ah se eu tenho uma cola Superbonder dentro da bolsa! Se já é nojento conversar com alguém que tem um pé de alface preso no dente, imagine sentar na frente de um cidadão que mastiga ao ar livre? É um BBB de saliva, e eu me nego a assistir.
Esse assunto estava entalado na minha garganta até hoje. No fim do dia, parei o carro ao lado de um taxista que mastigava seu sanduba com o bocão mais aberto que burado em estrada. E, pra completar a desgraça, acho que ele não tinha dentes. Havia um Grand Cannyon entre o bigode e o queixo. Engoli em seco e acelerei.
Repito: mães, uni-vos para o bem da humanidade!

Imagem: adclassix.com