24 de dez de 2010

Fica a dica

Aproveita o tempo livre pra colocar a leitura em dia. Na rede, na cama, na espreguiçadeira, na canga. Vou fazer o mesmo.

Feliz Natal pra todos vocês!

Que o bom velhinho capriche! E que a gente consiga sobreviver às comilanças natalinas.
Beijos e até mais!



Foto: Martha Steward

22 de dez de 2010

Iniciando processo de despressurização

Ando sumida, sei disso. Mas entenda. Foi um ano intenso, chega uma hora em que o ritmo precisa diminuir. Cansadinha, fico sem assunto e não quero postar textos ruins. Depois do Natal vou colocar os pés na areia e relaxar até a virada do ano. Em 2011, prometo voltar nova!

18 de dez de 2010

Impecável digo eu

Essa galera é parte da turma que trabalha para a Renner dentro da Paim, que tem mais uma turma enorme para atender os outros clientes. A proposta da festa de final de ano era integrar os dois mundos e acredito que funcionou. Cada um tinha que customizar a camiseta de um colega sorteado. Precisava ver como o pessoal se puxou, teve até exposição dentro da festa. Na hora de homenagear as pessoas que mais se destacaram durante o ano, imagina a minha surpresa ao ganhar o prêmio Paimpecável no primeiro ano de firma - "dado ao colega que é comprometido com os detalhes do trabalho, que faz a diferença no dia a dia e que trata dos problemas com leveza, deixando a nossa operação ainda mais gostosa. Para nós é fundamental ter pessoas como você." Bacana, né? Reconhecimento é superimportante, nem tudo é salário nessa vida.

17 de dez de 2010

Força na H20

Dezembro testa nosso metabolismo para o álcool. Depois de duas noites de happy hour com as amigas, ontem teve festa da firma - e foi o máximo! O que eu dei de risada e de abraço nesses últimos dias. Semana que vem tem mais encontrinhos. Muita água numa hora dessas. E brindes! A gente comemora pouco as coisas boas, não dá a devida atenção às conquistas diárias. Manter as amizades é uma delas.

Iustração: Gil Elvgren

14 de dez de 2010

Partiu 2011

Sei que um ano ficou para trás quando eu começo a contabilizar os "feitos". É importante olhar no retrovisor e lembrar de tudo que a gente fez, conseguiu, lutou, cresceu. Dá uma sensação de dever cumprido.
Em 31 de dezembro de 2009, eu tinha apenas uma coisa certa: um freelancer na Paim. Comecei dia 4 de janeiro, logo fui contratada, fiz novas amizades, voltei para o mercado de trabalho pela porta da frente e até ganhei prêmios! Publiquei o Diário De Uma Demitida, com o privilégio de ter o aval do Luis Fernando Verissimo. Continuei com o blog e consegui, além de leitores, mais amigos. Em março, entrei para o Pilates que eu tanto queria. Não perdi nenhuma aula e comecei a me cuidar mais. Consegui me dedicar ao trabalho e aos guris. Fui mãe e a profe do turno da noite. Vi o Rafa passar, não só de ano, como da minha altura (nos próximos 365 dias, o Fabio vai fazer o mesmo). Consegui almoçar em casa quase sempre, busquei no colégio, comprei lanche coletivo e presentinho de última hora, conversei sobre drogas, sexo, amigos e até cantei no Rock Band. Senti muito orgulho do meu marido chef de cozinha, que arrasou nos temperos e na segurança junto às panelas. Só não consegui fazer o Ricardo se estressar menos no trabalho. Sorte que a gente está com férias marcadas pra resolver essa questão - outra prova de que 2010 foi um ano redondinho. Depois da ralação vem o descanso merecido.

Tá, só mais 2 que eu adoro



Esse eu queria ter feito



Eu não conhecia e adorei. Finalmente um comercial de carro sem estradas e curvas! E não sou só eu que curti, não. Esse foi 1 dos 10 dos comerciais mais vistos no You Tube em 2010. Os outros estão aqui

13 de dez de 2010

O bom/mau velhinho

Quem disse que ele precisa ser gordo e bonachão? Sugiro que o mais descolado da família quebre as convenções e mostre com quantas tatuagens e piercings se faz um Papail Noel anos 2000. Imagina um Natal com uma pegada mais street? Uma árvore grafitada na parede da sala, o bom velhinho chegando irado de skate?
Que nada. Todo ano a gente segue a cartilha e não inova nem um pouco. No máximo, troca a marca da compota de abacaxi. Deixa a criatividade para o Ano-Novo, se é que sobrou alguma. Esse é o ônus e o bônus do Natal. A previsibilidade dá um certo conforto, depois de um ano cheio de imprevistos. Sabemos que o peru e o sarrabulho estarão lá, mesmo que faltem pessoas na mesa.

Foto: FFFFound

10 de dez de 2010

Sem apelidinhos infames

Vamos fazer um bem para as novas gerações, ensinando o nome certo de tudo. Inclusive do próprio corpo.
Imagem: FFFFound

A mi me encanta


Agora é público: o Jorge Drexler entrou para a minha listinha de razões para adorar o Uruguai. Tem Punta Del Este, tem as media lunas e tem ele, com esse jeitinho dolce de leche. Seja cantando em espanhol, português ou em inglês, o Jorge Drexler manda bem. Muy Bien. E ainda é charmoso e cool. Taí um cara que poderia ocupar um novo lugar no imaginário feminino. Eu NUNCA sucumbi ao Chico Buarque e muito menos ao Caetano Veloso. Mas esse uruguaio tem cantado demais no meu ouvidinho.

9 de dez de 2010

Are you ready?

Verão a caminho. Antes que a gente comece a suar e molhe irreversivelmente o cérebro, melhor recapitular algumas regrinhas de convivência:
-Na beira da praia, favor dar uma conferida na arcada dentária logo após saborear uma nutritiva espiga de milho.
-Ainda no segmento alimentício, lugar de camarão e pimentão é no prato. Não na orla marítima. Portanto, esbanje no protetor solar. Ninguém é obrigado a sentir dor só de olhar para corpos flamejantes.
-Já que estamos com areia no chinelo, cabe lembrar que som alto no auto é terminantemente proibido. Dançar pagode no calçadão depois da terceira cerveja, idem.
-Na piscina do condomínio, não repare nos vizinhos que engordaram. Você pode sofrer um atentado e ser encontrado sem vida dentro do tonel de lixo seco.
-Ainda no segmento condominial, chamar a parentada pra se banhar na piscina do prédio é covardia. Não pela água, que o cloro dá um jeito. É que parentes já bastam os nossos.
-Em casa, economize em comida mas nunca em ar condicionado. Os humanos se diferem dos animais por terem a oportunidade de administrar o próprio suor. E conta alta de luz é que nem IPTU, inevitável no verão.
-Falando nisso, evite as rodelas de suor. Apele para a indústria dermocosmética. Desnecessário sair por aí com dois frisbees embaixo dos braços.
-Casa de praia não é Carandiru. Evite a superlotação, procurando o hotel mais próximo. Até porque, com tanta gente dormindo no mesmo quarto, nem visita íntima vai rolar.
-Praticar esportes na beira-mar é saudável e energético, desde que se observe uma distância regulamentar das criaturas que gostariam de contemplar o oceano sem se preocupar com boladas e afins.
-Pior que biquíni (ou sunga) com lycra carcomida é guarda-sol (ou cadeirinha) com mofo de dez verões. Um mínimo de estética, praia não é museu a céu aberto.
-Evite os fungos, os mosquitos e os isopores. Principalmente os isopores.
-Quando você estiver deitadão na rede, lembre daquela rede onde compartilhar é tão lindo e deixe as outras pessoas da casa curtirem também um relax.
Seguindo essas dicas, o verão pode ter alguma dignidade.

Foto: Eduardo Hernandez

Bang

Eu mato tempo. Mas em legítima defesa.

Projeto de vida

Hoje eu e o Ricardo estamos comemorando 21 anos de casados. Numa época onde os casamentos duram menos que uma blusinha de malha, faço questão de comemorar. O que eu faria diferente? Uma bela festa. Acredita que a gente não fez? É que eu não era tão jovem quanto me sinto agora.
Casualmente ontem caiu nas minhas mãos uma matéria sobre uma pesquisa feita com mulheres nos Estados Unidos. Claro que o casamento foi um dos temas discutidos e surgiu uma visão bem mais empresarial da coisa - na verdade, novas nomenclaturas para o contexto tradicional.
As mulheres encontram no marido um sócio. E no casamento, um projeto a ser tocado a quatro mãos para alcançar o sucesso (leia-se família realizada). Ok, é menos romântico mas verdadeiro. E reflete bem o zeitgeist (numa livre tradução, o espírito da época).
Queremos um homem que nos ame e, se possível, nos idolatre. Mas acima de tudo, queremos alguém que abrace o projeto e se dedique por completo. A grande vantagem é poder comemorar cada objetivo atingido com beijos nada corporativos.

Foto: Etsy.com

8 de dez de 2010

Para que passar tão rápido?


Tem quase 14 anos entre um click e outro. O primeiro é do tempo em que a gente mandava revelar foto. O segundo foi tirado agora há pouco, sob protesto porque ele já estava atrasado pra sua festa de formatura da oitava série!! Foi tipo assim uma esmolinha, já que os pais não foram convidados.
Ontem, o Rafa se divertia na banheira. Hoje, ele molha um pouco menos o banheiro. E se diverte como qualquer adolescente. Acabou de passar de ano, tem mais é que comemorar. Desculpa a pieguice, mas escrevo esse post com os olhos cheios d'água. Acho que a banheira se transferiu pro meu canal lacrimal.
Nesses momentos a gente enxerga a linha do tempo bem na nossa frente, se eu esticar a mão encosto nela. Dá saudade, dá orgulho, dá uma emoção de um metro e setenta, acho. Também dá um medinho bom do que vem pela frente. Juízo, guri!, foi o que eu disse na porta. E corri pro blog, onde ainda tenho o controle da situação.

6 de dez de 2010

Icônica

As revistas e blog de moda adoram usar essa palavra. A bolsa icônica, o vestido icônico, a coleção icônica. Engraçado, pra mim esse adjetivo causa o efeito contrário. Não tenho vontade de usar nada que seja icônico porque soa caricato. Marca mais que calcinha em vestido branco de malha. É como se ficasse eternamente pendurada uma placa “ó eu aqui!!”. Pensei nisso ao ver mais uma foto da Ana Dello Russo, editora da Vogue Japão, lançando seu perfume. Eu acho bacana pessoas com personalidade forte – pra não dizer icônica. Agora imagina o perigo de usar um perfume icônico e ver o iconismo alheio impregnar na gente? Circulando pela internê, achei o blog da Anna Dello Russo. Chega a ser brega de tão icônico.

2 de dez de 2010

Misery



Um videozinho do Maroon 5 com pegada sexy power pra essa quinta. Que mulher nunca quis ter esse poder? E essa cinturinha desgraçadamente perfeita? Curte aí.

1 de dez de 2010

Fácil, fácil

Desconfio que os animais levam um dia a dia bem mais tranquilo que o nosso. Menos regras, menos frescuras, mais olfato e era isso. Gostou do cheiro? Pimba! Uma trepadinha aqui, um lixo com osso ali, uma rosnada pra alguma canela desavisada. Se for um pet, a vida é infinitamente mais mansa. Ainda ganha duas saídas diárias pra fazer xixi e carimbar a grama alheia.
Não conheço cachorro dependente químico de celular, por exemplo. Nunca ouvi falar de gato que leve trabalho pra casa ou passe vergonha se o cartão de crédito foi recusado na fila do supermercado. Uma tartaruga caseira também não precisa se preocupar se os tartaruguinhos estudaram para a prova. Talvez um hamster de apartamento tenha que explicar por que fugiu da gaiola e acabou assustando a vizinha - o que é um momento ínfimo de stress, depois é só seguir fazendo o que os hamsters fazem (não tenho ideia do que seja).
Basicamente, os animais precisam de pouca coisa para ser feliz. Agora que começou a loucurada de dezembro, eles não vão se agoniar com as compras de Natal. Uma cheiradinha, uma trepadinha, um ossinho, um postezinho. Não vou chegar ao cúmulo de dizer que na próxima vida quero reencarnar como peixe dourado ou gata siamesa. Mas tem horas em que dá inveja.

Ilustração: FFFFound

Suspense old school

Taí uma cena clássica de suspense, repleta de... pureza e ingenuidade!! Antigamente bastava um vilão, uma corda e um trilho de trem pra fazer uma plateia inteira remexer na cadeira. E hoje? Tem que ter galões de sangue derramados, metralhadoras, psicopatas, casas abandonadas, criancinhas indefesas, um excelente roteirista e todo o aparato de Hollywood para provocar algum leve arrepio. E o que a gente faz? Se joga na pipoca.
Eu desconfio o porquê. É que a vida do lado de fora do cinema ficou bem mais apavorante. Basta um semáforo fechado, um marginal e um vidro aberto pra gente levar um susto horripilante. Crianças? Tomara que elas não estejam no carro presenciando a cena. E que alguém assuma o papel do roteirista tentando explicar o que está acontecendo com a realidade. Eu só tenho uma pergunta a fazer: cadê o meu dublê?

29 de nov de 2010

Inteligência e observação

Quando eu trabalho muito e me divirto pouco, sinto como se fosse uma evasão de divisas: sai, sai, sai e quase seca a fonte. Chega uma hora em que preciso colocar algo pra dentro da cabeça.
Hoje no final do dia fui assistir uma palestra com o Arnaldo Jabor na Semana da Propaganda, um evento aqui em Porto Alegre para publicitários e simpatizantes. Coisa linda ver alguém concatenar as ideias e construir uma linha de raciocínio contextualizando cada fato, lembrando todas as datas e nomes, resgatando o passado como se tudo aquilo tivesse acontecido ontem. O homem fez uma retrospectiva da história política do Brasil com tiradas dignas de programa humorístico. Foi um sopro no cérebro. O cansaço sumiu na hora. E ele não tinha nenhuma anotação ou power point. Usou só o gogó e o improviso. Vou sonhar com o Jabor. Mulheres têm um fraco por homens que seduzem com seus neurônios.

Listinha pro amigo-secreto



Vai dizer que livro não é uma excelente pedida? Não tem como não servir ou não gostar da cor. Esses são alguns que estão na minha lista:
-Onde foi parar nosso tempo?, de Alberto Villas.
-Intimidade, com artigos da antropóloga Mirian Goldenberg.
-A psicanálise na Terra do Nunca, do casal Diana e Mario Corso.

Game over?

Grande descoberta para uma segunda chuvosa: o blog do casal de psicanalistas Diana e Mario Corso. Eu já lia a Diana, agora leio os dois e recomendo. Esse é um trecho do post Game Over, que fala sobre pais e adolescentes - um assunto que me interessa muito.
Sábado, mais uma vez, fui sozinha em um aniversário de criança. Tentei arrastar o Fabio, nem ele me acompanhou. Ficou com o Rafa, seu mentor espiritual. Tudo bem, entendo como pessoa. Mas isso não impede que eu relute enquanto mãe. Eles começam a escapar pelos dedos feito água. É nessas horas que a gente percebe que o jogo virou, está virando a cada dia. Longe de ser um game over. O jeito é pedir o controle (ou joystick, como chamavam no meu tempo), sentar do lado e descobrir pra que servem aqueles botõezinhos.

"Vejamos o quadro desde os olhos do jovem: ele ainda é parte intrínseca da cena daquela família, partilha intimidades, cheiros, ruídos, que são seus, que são seu eu. Bruscamente aquilo tudo começa a soar, cheirar e parecer diferente. A súbita visão daquilo que antes era invisível na sua obviedade cria um sentimento de exterioridade. A intimidade não é mais dele, mas ele ainda é obrigado a frequentá-la. O silêncio e o nojo são sinais do constrangimento. As distâncias físicas desapareceram, seus pais tem seu tamanho, ou são menores: olhos nos olhos destes, descobrem que são feitos de carne e osso. Descobrem-nos cheios dos caprichos próprios da neurose, que se amam com os limites do amor que substituiu a paixão, que sua sabedoria muitas vezes não foi suficiente para lhes solucionar a vida. Enfim, são pobres diabos atrapalhados."

Foto: FFFound

23 de nov de 2010

Achei elegante demais

Quem escreveu isso deveria ter usado uma ponta de faca, mais condizente com a situação.
Essa foto é praticamente um mini conto. Dá pra imaginar a história toda.

Foto: FFFFound

Com que roupa eu vou?

Essa foto podia ser na frente do guarda-roupa. Naqueles dias em que a gente cisma em usar algo (botas!) e não tem a menor ideia do que acrescentar ao look. Alguém já deve ter feito o cálculo de quantos anos de sua vida uma mulher passa escolhendo o que vestir. Mas eu prefiro mil vezes a dúvida do que o uniforme.

19 de nov de 2010

Enfim, sexta

Depois de dois finais de semana trabalhando, nesse vou fechar o guichê e descansar a cabeça. Ainda teve o (s) episódio (s) da virose, que puxou o tapetinho. Buenas, fui.

18 de nov de 2010

Uma súplica

Mães, ensinem seus filhos a comer de boca fechada. Sério, isso é mais útil do que aprender raiz quadrada ou crase (essa, a gente sempre vai ter dúvidas). Invariavelmente, crianças que comem com a boca aberta se transformam em adultos que nos dão o desprazer de ver um bife ser estraçalhado pelos seus molares.
Eu já tinha reparado nos restaurantes. Eles estão por toda a parte, em almoços de família ou da firma. Marmanjos que insistem em não grudar os lábios enquanto saboreiam a refeição. Ah se eu tenho uma cola Superbonder dentro da bolsa! Se já é nojento conversar com alguém que tem um pé de alface preso no dente, imagine sentar na frente de um cidadão que mastiga ao ar livre? É um BBB de saliva, e eu me nego a assistir.
Esse assunto estava entalado na minha garganta até hoje. No fim do dia, parei o carro ao lado de um taxista que mastigava seu sanduba com o bocão mais aberto que burado em estrada. E, pra completar a desgraça, acho que ele não tinha dentes. Havia um Grand Cannyon entre o bigode e o queixo. Engoli em seco e acelerei.
Repito: mães, uni-vos para o bem da humanidade!

Imagem: adclassix.com

Férias = Prazer

Comecei a planejar as férias e a primeira constatação é essa: não viaje além da conta, senão vai sofrer no decorrer do percurso. Considere que o dinheiro destinado para a viagem é como uma mala: só olhe roteiros e hotéis que caibam ali dentro.
Excesso de bagagem pesa o ano inteiro no cartão de crédito. E nada de ficar xeretando sites de hotéis maravilhosos e caríssimos. Você vai se sentir mais pobre do que realmente é. Alguma hora, você fazer as contas e cair na real - se viajou demais no estrelismo, ferrou! Vai ficar frustrada justo nas suas férias. E isso não é justo pra quem ralou o ano inteiro esperando esse momento tão valioso.
Tenha em mente que uma mala "pousadinha charmosa" é diferente da mala "resort all inclusive", que é beeeeem diferente da mala "Plaza 5th Avenue". Antes de entrar no avião, primeiro é recomendável que a gente tenha os pés no chão. Depois, é só diversão. Ih, rimou.

Aceita?



Dica da minha amiga Inês.

17 de nov de 2010

Quando o corpo não obedece

Quantas vezes o Ricardo viajou e eu, sozinha com as crianças pequenas, me assustava antecipadamente, ficava tensa. E se algo acontecesse comigo, como seria? Um medo a menos no currículo de mãe. Essa noite, foi o Rafinha quem cuidou de mim. O Ricardo estava em SP e eu, muito a contragosto, vi meu corpo desobedecer. Peguei a virose do Fabio e fiquei prostrada - pra usar um termo elegante. A boa notícia é que os filhos crescem e, quando a gente precisa, os papéis invertem. Mas hoje mesmo eu reassumo o posto. Agora é o Rafa que não está se sentindo bem.
Foto: FFFFound

16 de nov de 2010

O tapetinho do banheiro

Tem coisa mais chata do que sair do banho e pisar num tapetinho que parece o Oceano Atlântico? Se a família é grande, todos usam o mesmo banheiro e você é a última da fila, coitada. Aconselho providenciar um escafandro. Na casa da praia, no auge do verão, acontece seguido. Na verdade, também acontece nas melhores famílias, em plena cidade, onde mais de uma pessoa compartilhar o banheiro.
Entendo que a função do tapetinho seja justamente aparar as gotas que caem dos pés. Desde que sejam gotas. Até porque o nome já diz: tapetinho e não baldinho. Pingando já basta o chuveiro (outro clássico). As pessoas podiam usar o bom exemplo da lavaroupa e se torcerem um pouco antes de deixar o box. Mais civilizado e menos escorregadio.
Foto: FFFFound

O que eu não sinto falta do passado

-As pouquíssimas opções de canais de TV. Se bem que a gente só via um ou dois e era feliz.
-As vezes em que passei óleo de urucum e fritei horas no sol. O mal que isso fazia para a pele! Olha como mudou o conceito: de bronzeador para protetor. Santo FPS 60!
-O costume horroroso de fumar dentro de avião. Quem não fumava e, por um azar, teve que voar pro exterior na ala dos fumantes, sabe o que estou falando. As pessoas também fumavam dentro do cinema! E num passado recente, fumavam na nossa cara dentro do restaurante!
-A vida sem internet. Meu Deus do céu, como a gente conseguia viver sem o Google e tudo mais?
-A vida sem Vanish. Sofro só de imaginar o dia a dia da minha mãe com três crianças em casa, sem esse poderoso tirador de manchas.
-O telefone de discar, que cansava o dedo.
-A moda anos 80, que os fashinistas insistem em trazer de volta.
-Farmácias sem telentrega.
-As frigideiras que não eram antiaderente.
-Minhas inseguranças. Eu poderia citar em ordem alfabética mas vou poupar você.

A lista é enorme. Faça a sua.





13 de nov de 2010

Libertador

Eu nunca fiz filme do Harry Potter mas já usei muito cabelo curto na vida. Isso foi há dez anos. Não usei tão curto como o da Emma Watson, porém lembro de uma sensação parecida com a que ela descreveu ao recentemente passar a tesoura nas melenas: foi libertador.
Claro que Emma estava se referindo à personagem Hermione. Mas não é só isso. Qualquer mulher que tem a coragem de cortar radicalmente o cabelo sabe que está desafiando a própria feminilidade. Se consegue se sentir linda e poderosa após a tosa, é realmente uma conquista. Como quem troca o cigarro por balas, as neo curtas se viciam em brincos maiores, em maquiagem mais ousada, em golas imensas. Fuga ou não, funciona como uma lei da compensação. Até o dia em que a genética fala mais alto.
Isso porque mulher, com raríssimas exceções, tem dependência capilar. E desenvolve com seus fios uma relação de amor e ódio. Lava, alisa, enrola, protege, procura pontas duplas, sofre para cortar as pontinhas, testa milhares de produtos como quem mima um filho até estragá-lo de vez. Dedica tempo, amor e dinheiro à cabeleira.
Para mim, cabelo curto é um item já riscado da listinha "Coisas pra experimentar na vida". Eu cortava cada vez mais curto e adorava. Depois o efeito libertador evaporou e comecei a deixar o cabelo crescer. Nunca mais, jurei de pé junto, para alegria do Ricardo que sempre destestou minha fase Joãozinho.
Tirando o cabelo insuportável da Mayana Moura, eu admiro mulheres de cabelo curto. É um ato de superioridade, com certeza.

12 de nov de 2010

Essa Feira do Livro foi genial




Dias após Porto Alegre inteira tietar o Paul McCartney e a ala teen surtar com os Jonas Brothers, eu também tive meu momento de tietagem. Não gritei, não chorei de histeria, mas foi tão gostoso! Fiquei na fila, o coração bateu rapidinho, tirei fotos e babei pelo talento desses dois garotões aí: Luís Fernando Verissimo e Zuenir Ventura. Também conversei com a mulher do Verissimo, a querida Lúcia. Todos uma simpatia. Me apresentei como "a Magali demitida" e só ouvi elogios. Tem coisa melhor do que realizar sonhos?



Pensamentos natalinos

(crônica feita para o site do Bourbon Shopping)


A gente sabe que dezembro está perto quando as vitrines das lojas ganham as primeiras luzes e enfeites de Natal. Um pinheirinho circulando pelo shopping fora de época é como uma mulher branquela de biquíni em início de veraneio à beira-mar. Chama a atenção, mas é só dar alguns dias para que o bronzeado e o espírito de Natal incorporem.
Passado o susto e a tradicional constatação de que o ano voou, nosso cérebro começa a identificar mais e mais inputs natalinos. Tem algumas pessoas que rejeitam a antecipação dos fatos, outras curtem e já querem armar o amigo-secreto na primeira oportunidade em que a família estiver reunida. Natal é celebração. E quem não gosta de uma boa festa?
Particularmente, sou fã das luzinhas que invadem as fachadas. Luz nunca é demais, nossa casa pode ter dois meses de lua cheia. Eu admiro as pessoas que deixam as luzinhas instaladas o ano inteiro. Praticidade, talvez. Preguiça, quem sabe. Porém é só ligar o interruptor para criar um Natal em pleno julho.
Se eu fosse você, guardava uma horinha do próximo sábado para a desencaixotar a decoração do ano passado e fazer uma auditoria. As renas estão cansadas de guerra? Aposente-as e providencie um trenó 2.0. A árvore é a mesma desde o ano em que você casou? Compre lingeries novas – ops – enfeites novos. Pegue fitas glamurosas e enrosque nos galhos feito colar. Bolas douradas ou prateadas funcionam como acessórios que levantam o look de qualquer pinheirinho. Se a guirlanda da porta ficou quadrada dentro da caixa, essa é uma boa hora para reinventar a roda. O mesmo vale para a barba ralinha e os puidinhos do Papai Noel que ocupa o centro da mesa. O protagonista do Natal merece estar vestido à caráter. E quando a casa respira novidade, os moradores entram no clima.
Convenhamos, não tem como parar o tempo, a gente bem que gostaria de fazer esse truque. Então a saída é se juntar a ele, antecipando a alegria de reencontrar os amigos, abraçar a família e dizer Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Mas também não exagera que isso é assunto para outra crônica.

11 de nov de 2010

Preciso urgente escrever outro livro






Sim, já sinto muita saudade disso tudo.
Escolhi algumas fotinhos pra mostrar como foi o lançamento hoje na Feira do Livro.
De cima pra baixo: meus três amores, sempre comigo. A Cinderela Alexandra, blogueira que foi me conhecer (óbvio que virou amiga). Paula Taitelbaum, também amiga e grande escritora. Minha vizinha de autógrafos, Letícia Wierzchowski. Pausa para uma entrevistinha. E o backstage poderoso: Simone, Lu Thomé e Andressa. Ninguém segura essas mulheres!
Estava tão frio que, em certo momento, pedi emprestada uma jaqueta pra descongelar e parar de tremer. Vou colocar as outras fotos no Facebook. Obrigada a todos que conseguiram ir e aos que estiveram lá em pensamento.

Hoje tem mais

Estou ansiosa, agitada, avoada, animada. Faceirinha que nem criança que acorda em dia de Natal. A diferença é que não quero abrir presentes, quero abrir os braços pra todo mundo que estiver na fila.
Essas últimas semanas estão sendo maravilhosas. O nervosismo da primeira entrevista fica até engraçado agora. Tive a oportunidade de ser entrevistada várias vezes, inclusive hoje tem mais três antes da sessão de autógrafos às 19:30. Já chego tranquila, o Diário embaixo do braço, a conversa flui, dou risada. Isso não é exibimento, é alegria mesmo. Só eu sei o que significa ter lançado esse livro. E a quantidade de emails e mensagens que estou recebendo!! Devorar é o verbo mais usado pra descrever a leitura do Diário. Todo mundo se identificando, de um jeito ou de outro, com aquilo que vivi.
No lançamento da Saraiva, não trabalhei de tarde. Fiz um momento noiva: teve salão, pitstop em casa e um aquece com o Gigio (esse brinde tinha que ser com ele). Hoje vou direto do trabalho, mas com o mesmíssimo frio na barriga. Tomara que seja tão bacana quanto. Amigos, espero vocês na Feira do Livro.

8 de nov de 2010

A psicopata dos cabides

Ou pode me chamar de sequestradora de cabides, que também condiz com a situação atual. Tudo começou com uma organização, que virou um hábito, que se tranformou em mania. Juro que não percebi essa última mudança de fase. Talvez tenha sido depois do cabide 5.874. E mesmo que tivesse percebido, seria tarde demais.
Hoje não posso ver um cabide vazio que preciso levá-lo o quanto antes para a área de serviço. Vasculho guarda-roupas atrás de cabides desocupados, não permito que eles fiquem matando tempo e conversando com as blusas e casacos pendurados. É algo mais viciante do que roer unhas.
Se o Nelson Mandela lê esse post, vai dizer que criei um Apartheid. Ele não deixa de estar certo, porém quero deixar claro que eu não discrimino a cor dos cabides. Brancos, pretos, amarelos ou transparentes, tanto faz. Se estiverem livres, não podem permanecer no mesmo recinto dos ocupados.
Ainda bem que eu não arrumo as roupas por cor dentro do armário, isso sim é caso sem tratamento. Se bem que, lá nos primórdios da civilização, eu escolhia a cor do prendedor conforme a cor da roupa lavada - e o azul molhado nem sempre combina com o azul seco. Foi no tempo de recém-casada, onde a gente brinca de casinha deslumbrada como se tivesse 5 anos. Pelo menos, desse mal eu me curei.

Fica a dica

As geladeiras estão cada vez maiores, já reparou? A gente devia utilizar melhor o amplo espaço do lado de fora para esclarecer a geografia da casa. Em vez de ímãs fofos e recadinhos, eu sugiro pendurar um mapa mundi mostrando onde se localizam os panos de chão, a colher de sorvete, o sabonete novo, os porta-copos. Assim, qualquer turista (seu filho) circulando por regiões inóspitas e desconhecidas como a área de serviço vai se achar. E achando o que precisa, não vai pedir que você procure aquilo para ele. A cartografia pode ser a nossa salvação!!
É só na minha casa, anos após a família estar devidamente instalada, que alguém pergunta onde fica o Alegrete? Ou Arizona, pra quem não é do Sul? E quando a gente mostra a prateleira certa, revelando onde o Alegrete sempre esteve nos últimos 4 anos, o que acontece? O cidadão faz cara de quem descobriu a América! Só falta querer tirar uma foto do ponto turístico.

Sutileza é pouco

-Vocês estão na metade. Eu e o Rafa, não.

E foi assim que o Fabio nos situou na linha do tempo. Na metade da história. Nem lembro que assunto a gente conversava. A frase recochiteou pelas paredes da cozinha e, como sempre, arrancou risadas. Pior é que o comentário não foi um elogio a tudo que eu e o Ricardo ainda temos pela frente. Foi tipo um alerta: a segunda parte passa mais rápido ou algo assim. Ribanceira abaixo, entende? Eu me senti um tanque de combustível pela metade. Ainda dá pra rodar muito, mas sab-se lá até quando.

6 de nov de 2010

Inevitável

Já perdi a conta de quantas vezes a água da massa transbordou da panela e inundou o fogão. É um clássico, igual a macarrão com queijo ralado.
Fico de sentinela feito soldado na trincheira. O problema é que, por alguma razão inexplicável, em algum momento eu me distraio só um pouquinho e a maldita da água transborda. A panela parece um vulcão em erupção. Escuto a tampa sacudindo, se chacoalhando toda, na nobre tentativa de me avisar. Tarde demais. Vai ver, esse barulho é ela rindo da minha cara.
Hoje aconteceu de novo. A esponja veio sozinha, pegou a minha mão, alcançou o detergente, o ritual se repetiu. Da próxima vez, juro que desligo o fogo um segundo antes.

É chegada a hora

Aqui no Sul, existe um momento crucial em que a mulher tem certeza absoluta de que o calor chegou. É quando ela não consegue mais usar suas botas. Ela ainda tenta algumas semanas, mesmo suando um riacho no dedão do pé. Mas se vê obrigada a abandonar as adoradas botas, em nome do bom senso e das futuras dermatites.
Se pudessem, as gaúchas já sairiam da barriga das suas mães usando botas. E de couro, pra esquentar mais. Eu me incluo nesse grupo, também sou tarada por botas de todas as espécies. Hoje me dei conta de que só tenho usado sapatilhas. Infelizmente. Chego a sentir um aperto no peito só de fazer as contas e me imaginar usando botas novamente daqui a quatro ou cinco meses.
É tempo de pedicure. Os calcanhares escondidos por meias grossas serão lixados, hidratados e logo vão ganhar as ruas. As unhas dos pés serão pintadas de cores fortes. Rasteirinhas, sandálias e chinelinhos, agora é tudo com vocês.
(Garanto que esse post não faz o menor sentido para quem mora no Nordeste ou no Rio. Se você nunca usou uma bota cano longo, não sabe a delícia que é.)

5 de nov de 2010

Olho vivo

Maquiagem não combina com pressa. Não se logo depois você for se olhar no implacável retrovisor do carro. Aquele espelhinho de nada é um tirano, um ditador, um invejoso. Nem quer saber o que aconteceu, se você não ouviu o despertador tocar, se teve um princípio de incêndio em casa. Ele vai logo apontando o traço torto do lápis, os cílios grudados de rímel, o corretivo que era para ter ficado imperceptível mas não ficou, a testa com brilho, o batom que sujou o dente. Sem falar nos excessos (pra não dizer matagal) da sobrancelha. Melhor evitar o retrovisor porque alguma dessas falhas técnicas você vai constatar no meio do caminho. Ou então, acorde dez minutos mais cedo e evite constrangimentos. Por causa dele já pensei em ter cotonete e demaquilante dentro do carro. Pinça é claro que tenho.
Se você saiu apressada de casa, eu recomendo: evite o retrovisor. Especialmente em dia de sol, com iluminação perfeita. Você vai enxergar coisas que jamais teria visto na luz do banheiro. Um perigo.


Foto: FFFFound

4 de nov de 2010

Come e tranca

Já contei muitas frases de efeito do Fabio e ele sabe que apanha se quiser ser publicitário. O que nunca contei aqui no blog é que existe outra frasista na família. Valy, minha mãe. De todo o portfólio de frases engraçadas que ela já falou na vida, uma é hors concours: come e tranca.
A Vavá, apelido instituído pelo primeiro neto (o Rafa) que virou seu codinome desde então, poderia simplesmente dizer pra gente guardar segredo. Sem drama e sem impacto.
Em vez disso, ela criou essa pérola. Uma livre associação com o aparelho digestivo. Um novo papel para os intestinos, que se transformam em guardiões. Reter nas entranhas, essa é a ideia. Causar uma proposital retenção anal em nome de algo que jamais pode ser revelado. Só mesmo uma mãe para ensinar o valor da discrição utilizando como figura de linguagem o alimento.
Vavá, garanto que tu nunca tinha pensado nisso. Esse é só um dos motivos porque eu te amo tanto.

Imagem: FFFFound