12 de abr de 2010

Uma pá de cal na imaginação

Ontem foi o batizado do meu sobrinho Gabriel, com missa e tudo. Só não enforcamos essa parte porque o Fabio está fazendo catequese e esse ano a gente vai ter que encarar umas missas, e toda paróquia é válida. Antes que você me chame de capeta, eu explico: adoro entrar sozinha na igreja, sentar num banco, agradecer, pensar na vida. Isso me faz bem. Mas aguentar sermão de padre é pra matar.

A igreja estava lotada, com muitas e muitas crianças. E no meio do falatório, o padre larga essa: -Não existe Papai Noel, não existe coelho da Páscoa, é tudo invenção...

E seguiu, explicando com detalhes sórdidos que o coelho é apenas um bicho, imagina se um coelho vai trazer chocolate, e que são os pais que escondem os presentes, etc. Num domingo ensolarado, ele colocou abaixo todo um universo lúdico que a gente tem tanto cuidado em preservar.

Desculpe, seu padre, mas santo de casa faz milagre, sim. As crianças podem acreditar em Deus e também em outros simbolismos. Eu e o Ricardo ficamos indignados. Para vender seu peixe, o padre fritou os pais. “Então eles mentiram esse tempo todo!” – deve ter sido isso que ficou na cabeça das crianças depois da missa. E o almoço de domingo esfriando, enquanto os pais davam alguma justificativa razoável.

O Fabio ouviu a gente resmungando e disse: -Esse carinha acabou com a minha vida! Deboches à parte, ele prestou atenção. E eu queria garantir só mais unzinho Natal com fantasia – não necessariamente a que alguém veste, mas aquela que fica no ar. Padre sem didática merecia um preguinho na palma da mão. Pronto, falei.


Imagem: Flickr

2 comentários:

Lu disse...

Mais uma vez um padre perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Me tapo de nojo dessa corja, que Deus me perdoe!
Beijos

Fernanda Reali disse...

Ninguém mandou esse cara tomar no KOO?

Porra, só largando uns palavrões mesmo!!!

Como todo bom pedófilo, ele deveria saber o que falar para seduzir uma criança, hehe.

Tá, odeio padre, não há como esconder. Beijos.
Bjs