24 de ago de 2009

De bandeja

Eu tenho um milhão de baixelas que ganhei de casamento. Estão guardadinhas há anos, é raro alguma ver a luz do dia – ou a cor da toalha da mesa. Tenho várias bandejas guardadas no mesmo armário. Sabe aqueles objetos queridos que sempre somem depois de uma mudança, e que a gente quase morre quando dá por falta? Nunca serão baixelas e bandejas.
Ao ver essa imagem, cheguei à conclusão de que um pouco de ousadia pode mudar o destino de um inox fadado ao esquecimento. Ter um novo olhar para as coisas (e para o mundo) é um exercício de criatividade. Eu já escrevi sobre a delícia que é reinventar o dia a dia. Transformei um copo de caipirinha num lindo vasinho de vidro – a planta morreu sufocada, não gostou da ideia. Faz parte.
E não é que uma bandeja pode servir como um mural? Imagine o que as visitas vão dizer quando forem na sua casa e virem algo assim na parede. Elas podem achar superlegal. Um pouco estranho. Muito esquisito. Coisa de doido. Agora se você se preocupa com esse tipo de reação, é melhor servir o cafezinho na bandeja de prata – devidamente polida. A criatividade não tolera intolerâncias.

Um comentário:

Pati disse...

Magali,
Normalmente dou uma olhadinha no teu blog, sempre vale a pena.

Mas esse post, adoro! É de fato verdadeiro. Eu casei a pouco tempo, menos de um ano. Comemoramos sim, mas não rolou festa, muito menos as baixelas de inox. E reinventar o nosso dia a dia, nossa relação, nós mesmos, de fato acontece e muito. É como todos os dias, ao se vestir de manhã pra sair para o trabalho: é muito comum termos que fazer layout sem verba. A criatividade chama nessa hora.

Beijos e obrigada pela leitura agradável.

bom dia!
Pati.