10 de fev de 2010

Cofrinho, troquinho

Quem conta dinheiro é pobre, rico sabe que tem muito mais que o suficiente. Quando o rico se estressa por causa de dinheiro, é por uma bolada. O milhão que não entrou na conta, os 20 paus que ele vai ter que pagar pro leão, essas coisas. Já o pobre desconta chequinho no banco e sai com o bolinho de notas no bolso da calça, se achando o tal. Ou pior, coloca a fortuna numa sacolinha de supermercado para disfarçar. Rico que é rico transfere, manda buscar, não põe a mão em espécie.
Eu me senti bem pobre hoje, correndo atrás de uns pilinhas que estão encantados pra receber. Vontade de ser rica e doar valores inferiores a 50 mil reais. A matéria de capa da revista Época dessa semana também me fez pensar. É sobre como as mulheres muudérnas lidam com investimentos, aplicações, previdências - dinheiro no plural, substância, polpa graúda. Eu descobri que tenho vocação para a falência. Sempre preferi uma bota a um pé de meia, gastar é tão mais divertido. Preciso absorver a matéria toda, pra ver se aprendo alguma coisa. Só li as legendas, nunca vou ficar rica assim.

4 comentários:

Lu disse...

Tu não tá sozinha nessa, Maga. Em matéria de gastança eu sou PHD. Também prefiro uma bota a um pé de meia sem a menor sombra de dúvidas. E dinheiro, vamos combinar, foi feito mesmo é pra gastar. Porque infelizmente lá no céu (ou no inferno) ele não vai valer é pra nada.
Beijão

Gislaine Fernandes disse...

Vc não está sozinha...eu só sei gastar...morro de trabalhar e no final do mês conto os dinheiros pra pagar as contas...
beijos

Fernanda Reali disse...

Ai, que delícia de texto. Frase perfeita:

Sempre preferi uma bota a um pé de meia,gastar é tao mais divertido.

Bom não-carnaval!!!
bjs

Mari disse...

Bota, sandália, scarpin, sempre preferi a um pé de meia.

Fernanda quem me indicou o blog.

Bjs.