13 de nov de 2010

Libertador

Eu nunca fiz filme do Harry Potter mas já usei muito cabelo curto na vida. Isso foi há dez anos. Não usei tão curto como o da Emma Watson, porém lembro de uma sensação parecida com a que ela descreveu ao recentemente passar a tesoura nas melenas: foi libertador.
Claro que Emma estava se referindo à personagem Hermione. Mas não é só isso. Qualquer mulher que tem a coragem de cortar radicalmente o cabelo sabe que está desafiando a própria feminilidade. Se consegue se sentir linda e poderosa após a tosa, é realmente uma conquista. Como quem troca o cigarro por balas, as neo curtas se viciam em brincos maiores, em maquiagem mais ousada, em golas imensas. Fuga ou não, funciona como uma lei da compensação. Até o dia em que a genética fala mais alto.
Isso porque mulher, com raríssimas exceções, tem dependência capilar. E desenvolve com seus fios uma relação de amor e ódio. Lava, alisa, enrola, protege, procura pontas duplas, sofre para cortar as pontinhas, testa milhares de produtos como quem mima um filho até estragá-lo de vez. Dedica tempo, amor e dinheiro à cabeleira.
Para mim, cabelo curto é um item já riscado da listinha "Coisas pra experimentar na vida". Eu cortava cada vez mais curto e adorava. Depois o efeito libertador evaporou e comecei a deixar o cabelo crescer. Nunca mais, jurei de pé junto, para alegria do Ricardo que sempre destestou minha fase Joãozinho.
Tirando o cabelo insuportável da Mayana Moura, eu admiro mulheres de cabelo curto. É um ato de superioridade, com certeza.

3 comentários:

Cinderela Descaída disse...

Acho cabelo curto lindo, mas não dá para mim.
Agora, uma coisa que uma amiga falou, e ela tem razão: Como a gente vai ficando cara com a idade! Enquanto nos 20-30 anos a gente pintava o cabelo porque queria, nos quarenta, passa a ter de pintar! E disso é difícil se libertar! Assumir os brancos é só para a Meryl Streep em o Diabo veste Prada!

Géssica Maciel "Petit Pois Lilás" disse...

Adorei o post. Me identifiquei com ele... Sempre tive cabelão, meu marido adorava, mas a quase 1 ano atrás, com meu filho caçula bebezinho pra cuidar, e o mais velho dando mto trabalho tb, decidi que não tinha mais tempo pra cuidar de cabelão, escova, chapinha, hidratação... Cortei, só deixei com um leve movimento na cabeça, mas e pescoço ficou nu. Meu marido detestou e não perdia uma oportunidade de falar isso... rsrsrs! Hoje meu cabelo já está na altura dos ombros, meu maridinho anda todo alegrinho com meu visual novamente... Eu confesso que fiquei um pouquinho insegura sim, no início, sentia falta de algo. Mas depois, mesmo sabendo que não agradou a todos, eu me sentia corajosa, velente, por ter tido coragem, e pensava: "cabelo um dia cresce!"
E não me arrependo, experimentei! Tb tirei da minha lista de coisas pra fazer! Foi ótimo, mas a onda já passou e acho que só corto curtinho novamente daqui a muito tempo, por enquanto quero curtir um longo e sentir a juventude que ele traz!
Adoro seu blog e estou sempre por aqui, nem sempre dá tempo de comentar, mas sempre amo seus posts!
Um bjão =]

Gislaine Fernandes disse...

Magali
Eu tive cabelos curtos por quase 6 anos e esse ano a cabeleireira errou e me deixou Joãozinho, nossa meu filho não gostou e foi um drama pq dessa vez eu não estava preparada pra ter cabelos curtos diferente de anos atrás que eu cortava e achava muito bom, realmente não me vejo com uma cabeleira imensa mas a versão Joãozinho foi riscada de vez.
Adorei o post!
beijos
Sucesso com o livro.