8 de dez de 2009

Clareza

Estou aproveitando esses dias de liberdade pra desaprender. Ainda bem que saquei isso a tempo! Quanto mais eu leio e penso, mais desaprendo a ser ansiosa, a ser insatisfeita, a reclamar da vida, a querer tudo para agora. E como é bom desaprender, parece que os ombros soltam do corpo.
Essa vontade de desaprender só vem com o tempo. Tempo livre, entenda bem. Na correria e no modus operandis estriquinada total, ninguém enxerga nada.
Eu já tinha encerrado o dia, me vesti de novo, peguei o carro e fui no lançamento de um livro que, tenho certeza, vai me ajudar a desaprender.
Eu voltei e já tinha ido pro banho, me enrolei na toalha, peguei o notebook e fui pra cama escrever. Sem postar no blog, parece que o dia não terminou direito.
Tem épocas da vida em que a gente se sabota muito. Reluta em prestar atenção em si mesmo, acha os outros mais interessantes. Eu escutava as conversas da mesa ao lado, hoje forço os ouvidos pra ouvir o que vem de dentro – a voz do pensamento, como o Rafinha dizia sabiamente aos 4 ou 5 anos.
Eu não ia conseguir dormir sem dividir isso com você. Boa noite, tá? Sonhe com o desaprender.

Illustrator Michael De Forge

Um comentário:

Lucia disse...

como sempre maravilhoso....que seja bem vindo o desconhecido. beijos