31 de mar de 2011

Hugo Chávez X pechugas grandes

Hugo Chávez declarou guerra contra a indústria do silicone - ou contra as pechugas grandes. O presidente fez pronunciamento em rede nacional de televisão, num cenário campestre (vacas? leite?), pra pedir que as mulheres não acreditem que precisam ter peitolão. Leia aqui e prometa que vai ver todo o vídeo.
A causa é nobre. Só que Hugo Chávez esqueceu que a Venezuela é o maior fabricante de misses do planeta Terra. Botar silicone é o de menos. As candidatas a miss fazem nariz, culote, costela, cotovelo, cintura, calcanhar, joanete, queixo e umbigo. Sem falar que o presidente liberou a publicidade de cirurgias e financiamentos no seu país. Uma contradição atrás da outra. Pobre das chicas!

Foto: FFFFound

30 de mar de 2011

Hit na Inglaterra

O que todos os homens pensam fora sexo?
Nada, absolutamente nada, chegou à conclusão o professor de Oxford Sheridan Simove. E o que ele fez pra comprovar 39 anos (sua idade) de pesquisa sobre o tema? Um livro com 200 páginas em branco!! Segundo minha amiga e correspondente internacional Luana, o livro virou hit na Inglaterra e está sendo usado como caderno por todos os estudantes. E o que o autor acha disso? "Eles provavelmente pensam que usar meu livro como caderno vai ajudá-los a transar. E é claro que eles estão certos!"

O casal abraçado

A rua está cheia de personagens, preste atenção. Mesmo que você não vá escrever sobre eles, pode acompanhá-los como num livro - mas com a sensação de estar sempre relendo a mesma página já que você não sabe nada sobre o tal personagem, apenas cria hipóteses.
Quase todos os dias, na hora do almoço, eu vejo o casal abraçado. É assim que chamo os dois. Abraçar é lindo, caminhar abraçado todo santo dia requer coordenação corporal e sincronismo.

Ele anda com o braço por cima do ombro dela, um braço pesado e possessivo. Ela se encaixa no abraço e ainda segura a mão que sobrou lá em cima. É como se quisesse segurar bem o abraço. Os dois parecem duas peças de Lego, daquelas que é melhor guardar juntas na caixa e não perder tempo desgrudando.

Reparei que a mulher nunca está com bolsa, o que facilita. Às vezes eles carregam uma sacola ou guarda-chuva nas mãos que permanecem livres - os membros superiores reservados ao abraço têm lugar cativo no corpo do outro.

Acho lindo um casal de mãos dadas. Adoro abraçar e ser abraçada. Mas caminhar sempre com os ombros transformados em prateleira?! Daqui a pouco surge um ortopedista e forma um triângulo amoroso.

Cada vez que eu vejo o casal abraçado, crio hipóteses:

-É namoro novo

-Ele tem labirintite e ela dá um suporte disfarçado de abraço

-Eles têm medo de assalto e por isso se protegem

-Ela força o abraço porque no meio do caminho tem o restaurante do ex-marido, que sempre espia os dois passarem e se arrepende da separação

-Ele força o abraço porque não abraçava a ex-mulher antes

-Eles trabalham no mesmo lugar e como "onde se ganha o pão não se come a carne", no intervalo do almoço se abraçam ininterruptamente pra compensar -Eles treinam pra uma promoção de shopping, daquelas que premia o casal que ficar abraçado por mais tempo

-Eles são mais velhos, sabem que o tempo ruge, então acumulam milhas com os abraços

-Ele tem uma perna mais curta que a outra, apoiado assim não precisa de bengala

-Ela é friorenta e usa o braço dele como echarpe

O que eu sei é que lá no fundo os invejo. Eu e todas as mulheres do bairro.


Foto: Flickr - Ann Schuwaner

29 de mar de 2011

Vamos por partes

Engraçado quando a gente vê no filho uma coisa que é sua. Um olho da mesma cor chega a ser óbvio, eu falo das características que aparecem com o passar do tempo. Um dia, o espelho fica evidente.
O Fabio se empolga e conta tudo nos mínimos detalhes, disseca a história, repete os diálogos, segue a cronologia, ignora atalhos como se qualquer frase perdida fizesse a maior falta. E ai de quem não estiver prestando atenção.
Às vezes perco a paciência, quero enxergar o ponto final e nem sinal dele. Então me dou conta de que também faço isso. Como diria o Fabio, é sinistro.

Ilustração: FFFFound

27 de mar de 2011

A pedido, as dicas do Kzuka



É como eu disse no post anterior, essas dicas são tudo que uma mãe repete diariamente. O problema é o filho prestar atenção, ainda mais se for adolescente.

25 de mar de 2011

Conversa de elevador

E lá estava eu, cansada, escabelada, o olho preto já borrado, a semana inteira afundando meus ombros, quando as duas subiram comigo no elevador.
Talvez tenha sido a alegria de estarmos chegando nas nossas casas. Ou quem sabe um lampejo de filantropia pra levantar minha moral. O fato é que elas olharam pra mim e começaram a despejar elogios. "Como tu está bonita!! Como teu cabelo tá lindo! Mudou a cor? Ficou ótimo mais escuro, combina tanto com a tua pele!"
Os elogios duraram vários andares. E antes que eu pudesse dizer algum agradecimento, além de sorrir surpresa, elas saíram. Olhei pro espelho do elevador e, de repente, não me achei tão acabada assim. Elogio sincero é um tarja preta. Ainda mais vindo de outras mulheres.
Ilustração: Coco

Obrigada, Kzuka!

Quem tem filho adolescente tem que estar preparada para o dia em que ele chegar em casa com uma novidade: loira ou morena, talvez uma novidade ruiva e descolada. Já escrevi sobre isso aqui no blog e, quase três anos depois, me sinto mais preparada (ou acostumada com a ideia).
Hoje, lendo o Kzuka do jornal Zero Hora, um caderno feito pra galera jovem, separei uma página que vai ser muito útil. Tenho certeza absoluta de que foi uma mãe quem escreveu aquilo!! Ou prestou consultoria, psicografou, só pode.
Dentro da matéria "Fala sogrão!", tem uma parte com adivinha o quê? Dicas de boa educação na casa do(a) namorado(a)!!! São coisas básicas tipo "se você não gosta de peixe, e o único prato que tem para jantar é peixe, esqueça o nojinho e não faça desfeita". Eu falo isso desde sempre, em função dos almoços nas casas dos amigos. Mas será que eles prestam realmente atenção??
A lista é grande e tem recomendações valiosas como essa aqui: "repare na rotina da casa do amado". Civilizadíssimo. É aquela coisa, em Roma faça como os romanos. Olha outra dica: "por favor, obrigado e com licença são expressões-chave na hora de conquistar o(a) sogro (a)." Obrigada digo eu, Kzuka, por fazer das minhas palavras as suas. "Se ofereça para ajudar a botar a mesa ou a lavar a louça". Bingo! Supercool! Nada que uma mãe não repita à exaustão. Até cortar as unhas eles mandam.
Acabei de entender porque gostei tanto da matéria. Não é só para o Rafa ler, quem eu quero que decore cada linha são as futuras frequentadoras da minha casa. Aposto que as mães de garotas vão concordar comigo. Boa educação, respeito e gentileza conquistam a família inteira.

23 de mar de 2011

Um presente atrasado mas de coração

Essa foto deve ter sido tirada em 1984, no verão em que eu e o Ricardo começamos a namorar na bucólica praia do Imbé. Ele é o galã de branco, eu sou a moçoila de braços cruzados do seu lado - aquela com shortinho cintura altíssima.
Na verdade catei essa foto do fundo do baú pra mostrar a minha amiga Fernanda Reali (sentada de branco), cupida do romance, na versão anos 80. Ela também se deu bem. Dois casamentos que saíram da mesma turma de praia e seguem firmes até hoje.
Fernanda, esse revival é um presentinho pelo teu níver! A boa notícia é que, séculos depois, nós estamos bem mais lindas e goxxxtosas!

Banalizaram o check-in

Primeiro foi o Foursquare, aplicativo de geolocalização através do celular, que faz todo mundo saber em que lugar você está chegando. Agora o Facebook também incorporou a brincadeira, possibilitando o check-in na sua página.
Tô fora. Acho um saco ser informada que a pessoa chegou no aeroporto ou na academia ou no dentista ou até mesmo em casa. Mas o pior de tudo é ver o termo check-in perder o glamour e banalizar.
Eu não quero fazer check-in no supermercado, muito menos no sapateiro - daqui a pouco até isso os amigos vão informar. Prefiro fazer check-in em voos e hotéis charmosos.
Check-in é abrir a porta de um quarto de hotel e encontrar um bombonzinho de boas-vindas em cima da cama - com lençóis limpinhos, branquinhos, cheirosos e esticadíssimos. Check-in não pode virar lugar-comum. Fica a dica.

Ilustração: Flickr

22 de mar de 2011

Da próxima vez, eu mordo a canela

Por que os donos de cachorro SEMPRE dizem "Ele não faz nada", como se essa frase justificasse tudo, até a falta de coleira em lugar público?
Antes que eu seja apedrejada, responda rápido: cachorro solto combina com interior de farmácia? Não. Lá dentro tem remédio. E remédios pedem bom senso. Mas não para o cidadão que só olha pro umbigo do seu pet-filho e não é capaz de prendê-lo cinco minutos do lado de fora. Farmácias modernas possuem porta automática. E portas automáticas, como o nome sugere, abrem automaticamente. Tanto para humanos como para cachorros. No caso, ele entrou três vezes. E eu só queria sair dali com vida e algumas gazes.
Depois o pet-pai foi embora, provavelmente se sentindo incompreendido.
É por isso que eu digo: cachorro só quente e em aniversário de criança.

Imagem: Design you Trust

O lado negro da Barbie


Até a doce e perfeitinha Barbie tem seu dia de fúria. Pelo menos a fotógrafa Mariel Clayton, que odeia essa boneca, gostaria que isso acontecesse.
Aqui tem mais fotos divertidas da loira surtaaando. Eu já estaria satisfeita com a bagunça da cena, é uma cruz a menos pras menininhas carregarem no futuro. Agora a cabeça a prêmio do Ken foi um requinte de crueldade. Ou não, ele deve ser um mala e disputar espaço na bancada do banheiro.
Mais uma dica ótima da Luana.

21 de mar de 2011

Antes e depois

Dica da Julia Petit, a gente passa adiante. Esse site faz uma brincadeira muito legal incorporando passado e presente, misturando fotos tiradas no mesmo local, porém com uma pequena diferença de datas. Revival total.

Registro

Pra quem perdeu o talkshow no União, aqui vai um post-comentário de quem estava lá. Amigas - o que seria da gente sem elas?

Foto: Jornal O Sul de hoje.

Só no improviso



Lá em casa as risadas aumentaram consideravelmente. Isso porque meus filhos viciaram no humor do grupo Improvável. Tem o Rafinha Bastos e vários humoristas que se revezam em palco e fazem jogos que funcionam na base do improviso. Os vídeos estão no You Tube, é difícil escolher um que seja o mais engraçado de todos.
Também gosto de ver porque acho genial a arte do improviso. Tudo é criado na hora e o público ajuda no quesito "vamos dificultar pra ver como eles saem dessa".
Quando o Rafa me apresentou aos improváveis, lembrei de um curso que fiz numa agência. A gente ia lá para a frente e o tema era escolhido na hora, como por exemplo "pregos". Precisávamos fazer uma apresentação sobre esse assunto e convencer os colegas. Claro que a gente se divertiu, mas nunca esqueci desse treinamento esquisito. No trabalho ou na vida, a improvisação acontece direto. É o tal do jogo de cintura, e sem claque de risadas ao fundo.

18 de mar de 2011

Warning

Antes de mais nada, quero deixar claro que adoro animal print - o jeito descolado que o povo da moda chama as estampas de oncinha, zebra, tigre, girafa, tartaruga. Enfim, texturas de quatro patas.
Nesse inverno, onça é a estampa da vez. Ou melhor, de novo. Tenho a impressão que ela nunca saiu de moda. As vitrines já estão tomadas pela bicharada, os cabides vão rugir. Então não custa lembrar: muita calma nessa hora.
O animal print, quando bem usado, fica lindo. A capa da Vogue de março é um ótimo exemplo. Se bem que na vida real acho mais seguro apostar nos detalhes temáticos. É complicado sair de casa vestida de "Fui pra selva". Ou pior, cruzar a fronteira do bom senso e incorporar a tigra.

Sempre ele

Ontem à noite participei de um talkshow aqui em Porto Alegre, no Clube União, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Foi divertido estar com a escritora Martha Medeiros e o poeta Fabrício Carpinejar, apesar do friozinho na barriga. Agora tenso foi dividir o palco com o microfone.
Por que ele sempre parece uma batata quente nas mãos? Dá vontade de jogar longe. Não que eu seja tímida, mas microfone é desconfortável, espeta, esquenta, lateja, pesa. Melhor seria falar gritando. Ou descaradamente recusá-lo, como fez uma pessoa da plateia ao fazer uma pergunta. Aliás, foi nessa hora que eu relaxei. Isso porque passei a dividir meu microfone com o Carpinejar. As mãos dele ajudaram a resfriar o metal. Quando percebi, o microfone ficou invisível. Ia de lá pra cá, levinho e prestativo.
Fazia muito tempo que eu não conversava com a Martha, tomara que a gente se reencontre por aí. O Carpinejar, em um só encontro, me ganhou. É querido, engraçado, inteligente, inesperado. Na saída, descemos juntos as escadas. Ele, mais apressado do que eu. Tinha que estudar com seu filho, que estava ansioso pra uma prova.
Martha, essa revolução silenciosa dos homens já nem é mais silenciosa. E é muito bem-vinda.



Foto: Flickr/ Cjcovell

17 de mar de 2011

Potes de sorvete X sobras do almoço

Sou só eu que não posso ver pote de sorvete com comida dentro? Eles foram feitos pra armazenar creme, flocos e napolitano. Não pra disputar com o Tupperware quem vai guardar o caldo de feijão que sobrou do almoço.
A indústria sorveteira sacou que a mulherada estava dando um novo uso para os ditos cujos e botou lenha na fogueira: começou a lançar potes coloridos. Nada contra quem usa os maledetos em artesanato (até porque ninguém vai botar comida dentro de um pote revestido de tecido, senão não tem como lavar). Minha implicância é com o estrogonofe habitando o antigo lar do sorvete de pistache. Não sei explicar, não apetece. Sei que sou minoria e que esse post vai ser odiado até pela minha mãe. Mas eu precisava desabafar. Imagina se alguém resolve esquentar o feijão dentro do pote, depois pegar a colher de sorvete e levar pra mesa?

Foto: FFFFound

16 de mar de 2011

Fail

O extintor de incêndio vencido desde 2009. Os quatro pneus murchos. O combustível na última gota. E isso que eu nem deixei o frentista abrir o capô. Também recusei a lavadinha no vidro da frente, pra não destoar do resto. Juntou a pressa com a preguiça. Definitivamente, o setor automobilístico não me emociona.
Conclusão: se eu tratasse meu carro com o mesmo cuidado com que trato minhas roupas, ele seria incrível!

Ilustração: FFFFound

No Poo

Eu nunca tinha ouvido falar no movimento No Poo (No Shampoo) até ler uma matéria na revista W de março, onde uma louca conta a experiência de passar seis semanas sem lavar o cabelo. Fui pro Google e achei milhões de resultados sobre o assunto. Lógico que me senti desatualizada. E a Wikipedia só confirmou isso.
Achei que cabelo de boneca era o único que ficava bonito sem lavar. Dizem que não é bem assim. O tal movimento jura de pés juntos que é preferível encontrar o capeta a usar xampu. Muita química, o sebo natural é tudo de bom, blablablá. Segundo eles, dá pra lavar usando apenas condicionador. E nunca, jamais, sob hipótese alguma, esfregue as melenas. Apenas "estique" o condicionador do couro cabeludo até as pontas.
Aceitar esse neoconceito de limpeza capilar parece impossível pra uma pessoa como eu, que todo santo dia usa doses generosas de xampu. Aliás, as crianças é que estão certas. Muitas odeiam lavar o cabelo ou pegam o primeiro tubo que enxergam - geralmente, o do condicionador.

Foto: Tinkerina at Flickr

Era uma casa tão engraçada

E não é que, pouco a pouco, os boletos pagos vão se transformando em paredes?
No próximo verão, o nosso refúgio vai estar pronto. Los Morales vão acampar dentro da própria casa hermosa. Colchões, microondas, geladeira, sol, praia, piscina. That's all, folks!

Foto: site da Báril

Depois do Mc Lanche Feliz, o final feliz

Li no site da Gloria Kalil, que leu na Folha de SP: o McDonald's de Hong Kong lançou o McCasamento!! O Ronald vestido de padre deve ser a visão do inferno! Tomara que os casamentos realizados lá durem mais que uma refeição fast-food. E que o molho Barbecue abençoe os noivinhos.

Foto: Chic

Alguma mulher consegue essa façanha?

Tradução livre: não use o reflexo desse vidro pra dar aquela conferidinha básica pra ver se a calcinha entrou, o batom borrou, o cabelo frizzou, o look funcionou, etc, etc.

15 de mar de 2011

Sensibilidade pura

Tem pessoas que se expõem porque escrevem ou escrevem porque se expõem. Essas, eu leio com gosto. E indico. A Milly Lacombe é jornalista e consegue botar emoção até num perfil de celebridade - já li vários que ela fez pras revistas da Abril.
Agora o que eu não perco de jeito nenhum são as suas colunas na TPM. A pauta é sempre a mesma: um olhar atento e apaixonado sobre alguém que é muito especial na sua vida. Ela conta dos sobrinhos, dos irmãos, das cachorras, do pai que já faleceu mas parece tão presente. E em todos (t-o-d-o-s) os textos, dá um jeito de falar também sobre "o objeto da sua obsessão".
A Milly é gay e muito bem casada. Na última coluna, ela se superou em sensibilidade. Acho que só mesmo uma mulher pra entender por que a gente demora tanto pra se arrumar. O jeito que ela descreve o ritual diário da sua musa é hilário. E, acima de tudo, tolerante, respeitoso, resignado, hipnotizado. Taí um casal que eu gostaria de conhecer pessoalmente.

Foto: Honeyee Web Magazine

Vale por mil palavras

Vai dizer que essa imagem não diz tudo sobre alguns relacionamentos? Tem poesia e envolvimento, tem frieza e distanciamento. Às vezes o casal parece feliz e na verdade faz triângulo amoroso com o Grand Cannyon. O negócio é não deixar surgir a estrada no meio. Vale o esforço (ou dedicação) se ainda existe amor.

Foto: Art of The Day (obrigada pela inspiração, Luana!)

O edifício Arpege

Mesmo depois de dez anos, eu ainda passo na frente desse edifício no bairro Bom Fim e me emociono. Quando chego perto, já vou reduzindo a marcha pra ver a imagem que se forma automaticamente. É uma imagem quase real. Tipo uma holografia com perfume.
Eu vejo minha avó do lado de dentro do portão, abanando. Era assim que ela fazia cada vez que ganhava uma carona pra casa. A Vózica (apelido inventado pelo meu irmão) só desgrudava da grade depois que nosso carro sumia do seu campo de visão. Quantas vezes eu também desci e fui dormir naquele apartamento tão macio e cheiroso. Quantas vezes, já adulta, fui almoçar com ela. Poderia ter ido muito mais, essa é a verdade. E poderia ter levado muito mais frutas.
Esses dias pensei nela ao repetir lá em casa as mesmíssimas palavras que a mãe dizia: "dá uma ligadinha pra vó... ela vai ficar tão feliz!" Os netos acham que estão curtindo o suficiente a turma da melhor idade. Será? Sempre dá pra pedir mais um colinho, mais uma história, mais um bolo de laranja, mais uma foto juntos. Vô e vó servem pra abusar de carinho.
O Fabio tinha quase sete meses quando a bisa morreu. Eu olho pro tamanho dele e calculo o tamanho da saudade que sinto por ela. Vó, tu ia fazer muito bolo pra esse comilão!
Hoje ao passar mais uma vez na frente do edifício Arpege, eu estacionei pra tirar essa foto e imaginei esse post. Tomara que lá no céu tenha banda larga.

11 de mar de 2011

Welcome life

(crônica publicada no site do Bourbon Shopping)

Ninguém duvida que tirar férias é maravilhoso. Mas se não fosse a banalidade do dia a dia, acho que elas não seriam tão incríveis assim. A gente precisa da rotina pesada para dar o devido valor ao ócio. É a comparação do stress com o relax que proporciona a sensação de liberdade – pra não dizer alívio. Por alguns dias, o relógio perde a razão. Nada é mais importante do que curtir o momento. O contraste da agenda cheia com a praia vazia é revigorante.
Tem quem não viaje e fique em casa, o que não significa que não dê pra ser feliz arrumando em paz suas gavetas. Também tem pessoas que se acham a encarnação do Super Homem e contam que não desligam a chave geral há anos – e poderiam, veja bem. Devia ser crime inafiançável alguém não se dar o direito de tirar férias.
Recentemente, voltei de quinze dias de descanso que pareceram trinta. Se ficasse mais tempo, a readaptação seria problemática. Eu já estava criando raízes na areia da praia, quase virei uma mulher-mangue. E comecei a planejar a próxima.
Agora que o mês de março dita as regras, retome do jeito mais light possível a realidade. Trabalho, escola, faculdade, academia, compromissos – nada pode esperar. Então respire fundo. Isso, mais uma vez. Oxigene a cabeça com pausas estratégicas para o lazer, como pegar um cineminha, olhar vitrines, marcar um happy hour ou sair para jantar com a família.
E lembre que cada final de semana pode se transformar em micro férias, sem falar nos feriados que a gente adora. Muito melhor se divertir do que lotar o sábado e o domingo com afazeres chatos.
Welcome home, welcome vida. Termino essa crônica de boas-vindas com as palavras de despedida do atendente da pousada onde fiquei hospedada: “trabalhe bastante para voltar aqui ano que vem.”

Foto: Swiss Miss




Before I die...


Preciso indicar outro blog que é muito inspirador. O Art of the day é de uma amiga (a Luana) que mora em Londres e sempre me surpreende com um olhar apurado para as legalzices artísticas. Amei essa instalação do Candy Chang. Em tempos de tanta interatividade on-line, chega a ser saudosista convidar as pessoas a compartilharem seus desejos usando um giz.
Fotos: Candy Chang

Eletro mental

Eu queria fazer um eletro de pensamentos e encher aquela folha dos risquinhos de batimentos com TUDO que passa pela minha cabeça durante 24h. Igual ao exame que fiz uma vez pra monitorar a pressão e fiquei o dia inteiro com um aparelho pendurado no braço.
Podia ser mais moderno, desde que imprimisse na tal folha a sequência de palavras, frases soltas, perguntas sem resposta e monólogos que me acompanham ininterruptamente. E sem pontuação.
Nem precisava registrar a confusão mental na hora dos sonhos, meu interesse científico é pelo período em que estou acordada. Deve ser genial ler todo o conteúdo produzido pela nossa mente enquanto a gente escova os dentes, toma banho, dirige, vê novela, faz sexo, anda de elevador, corre, caminha, etc. Será que tem lapsos de silêncio no meio de tudo isso? Tem que ter, senão é loucura na certa.

Detetives on-line

Acho divertidas essas pesquisas que fazem pra expor as fraquezas femininas. Pior é que elas respondem. Está no Terra de hoje: uma em cada três mulheres lê os e-mails dos parceiros. Que novidade!! A ala das desesperadas faz isso desde o tempo das cavernas, quando vasculhava os bolsos da pele de leopardo que vestia os queridos. Com a tecnologia, ficou ridículo de fácil. Uma espiada no Facebook, no Twitter, no Orkut, no MSN - as opções são variadas. Descobrindo a senha, a neurose libera geral. A matéria diz que as mulheres xeretam até no GPS do carro. Deve ser uma disfunção genética, uma curiosidade mórbida, uma mania insuportável de ter o controle da situação - por mais que isso doa. O rímel vai borrar e escorrer em cima do teclado, mandar pro conserto vai ser mais um problema. Agora eu pergunto: se a desconfiança é tanta, não é mais prático deletar o cara?

Conhece a Gisela Gueiros?

Mapa-macio.
Nutri Plate.
Yoga antigravidade.
Safári noturno no zoo do Bronx.

Tem os blogs das amigas e os blogs que se tornam amigos. No primeiro caso, cada acesso à URL é como se fosse uma visita de verdade, cada comentário é uma conversa com café recém-passado e bolo de laranja. Muito melhor é ver a amiga pessoalmente, mas ajuda a diminuir a distância até mesmo quando a gente mora na mesma cidade e nunca consegue se encontrar.
O estranho é que também criamos vínculo com os blogs dos desconhecidos. Dá vontade de voltar, surge uma simpatia, uma afinidade, um algo a mais. Seja pelo estilo da escrita, o conteúdo em si, o humor, as imagens, as novidades.
Pensei nisso agora há pouco, ao entrar no blog da Gisela Gueiros. O Glamurama tem muita fofoca de celebs para o meu gosto. Já o Glamurama/Nova York é rico de informação. Deve ser porque eu adoro essa cidade e tenho um irmão que mora lá - talvez assim eu me sinta pertinho dele. Anyway, recomendo o blog.

Fotos: Glamurama/NY

10 de mar de 2011

Recuerdos

Tem mais é que aplaudir! O cara rouba a cena!

Uma distração: ler as placas, toditas.
Olha o que eu encontrei no Chuí: o chá da presidenta!

A Casa Pueblo por dentro. Momento Barcelona. Ou seria Grécia?

Escadas de madeira que te pegam pela mão e te conduzem gentilmente até a areia.
Eu nunca cambiei de roupa aqui, deve ser estranho mas eles usam.

DJ na Barra. Muy gostosito! (a música, não o DJ)

O nome diz tudo: chicas, encolham a barriga e façam pose de modelo!

A mãe d'água caipira que os guris fizeram na praia de José Ignácio.

É de chorar a Muma's Cupcake. Como eu queria ter nascido esquelética.

Medialunas calentitas, impossível resistir.

Ainda bem que tem o choclo pra aliviar o peso na consciência.

2h na ida, 2h na volta. Quem nunca comprou bobagens no Chuí que atire o primeiro tubo de xampu profissional extra large.
Até ele curte ver o movimento da Barra.

Charmosinho, hein! O que um telhadinho e umas cadeiras coloridas fazem por nossas pupilas!

Gente muy criativa! Gosto disso.
Glamour no Porto. Fiquei imaginando a relação carnal que esse homem tem com sua lancha possante.

Vida real no Porto. Ufa, aqui também se pesca e se ganha a vida.