14 de mai de 2010

Post inacabado

Em publicidade, a gente fala muito sobre o tom de uma campanha, se é de emoção, humor, etc. Nas peças pra rádio e TV, o tom também ajuda a direcionar a intenção. Falar em tom coloquial ou sensual são coisas bem diferentes.
Mas aí eu pergunto: qual é o tom pra falar de sexo com os filhos? Como ser o mais natural possível se a gente inconscientemente decora as falas? Dá pra conversar sem a coisa descambar numa palestra educacional?
Eles também se incomodam com isso, pode ter certeza. Vira monólogo e constrangimento.
Eu já falei sobre camisinha, drogas, álcool, bullying, até os travestis já entraram na pauta. Ainda tem tanta coisa pra explicar melhor. Tem colegas do meu filho bebendo em festa, vê se pode, com 13-14 anos! É bem diferente falar na teoria e quando está acontecendo na prática. O tom é outro, mais intenso e inseguro por dentro.
Agora, com certeza, o assunto mais enroscado é o bom e velho sexo. Isso porque a gente é forçado a ver os filhos como homens e mulheres com sexualidade - igual a nós. Por mais que eu me ache descolada e fale pelos cotovelos, fico travada nessa hora. Penso no texto e perco a naturalidade. Independente de qualquer coisa, melhor falar travada do que não falar. A menos que você tenha nascido e crescido em um puteiro (pardon my french), vai ter algum nível de dificuldade. Esse post termina assim, sem todas as respostas e sem ponto final

Ilustração: ffffound.com

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