Descoberta fofa do meu amigo Claudio Franco
16 de dez. de 2011
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
Descoberta fofa do meu amigo Claudio Franco
5 de dez. de 2011
22 de nov. de 2011
Preview de Natal para o Bourbon Shopping

O mês de novembro sempre faz uma entrada triunfante com dourados, laços vermelhos, vitrines enfeitadas e cheiro de panetone no ar. É seu jeito de avisar que o Natal está pertinho.
Nossa primeira reação é de susto: como assim já é final de ano?!? O que novembro está fazendo aqui??? (Tadinho, a gente pronuncia seu nome como se ele fosse uma aberração). Mas é só olhar para o calendário e constatar que está tudo dentro do previsto.
Fato consumado. O mês corre solto, então bola para frente. De preferência uma bola linda e com brilho, para causar na árvore. Uma, não. Muitas bolas, assim a decoração renova. Falando nisso, é hora de tirar o pó da guirlanda e reservar um tempinho para preparar a casa. Natal é estado de espírito, com ou sem crianças na família todo mundo merece um pouco de magia. Não importa se os planos lá do começo do ano ainda não foram 100% realizados. Nessa época, tudo é possível. Até acreditar que ainda vamos conseguir.
Não esqueça das pilhas, senão o enfeite de Papai Noel não vai dizer seu clássico HoHoHo. Procure se energizar também, porque vem aí uma maratona de comemorações e reencontros que vão bagunçar a agenda e exigir sua presença. Respire fundo, escolha uma roupa bem linda e capriche no make. Umas gotinhas de perfume, um sorriso e o look está pronto.
Novembro chega chegando, você pode fazer o mesmo. Seja a primeira a colocar luzinhas na janela, faça os amigos entrarem no clima. Natal é só uma vez por ano. Bora festejar!
14 de nov. de 2011
Crônica para revista Lola de novembro

Escrevo esse texto ainda sob efeito de um almoção com uma amiga. Eu poderia abrir o zíper do jeans para me recuperar do banquete. Só que nem lembro da comida, provavelmente comi pouco porque meu estômago acabou de roncar. O que estou digerindo até agora é a quantidade de coisas que contamos uma para a outra.
Peraí. Por que mesmo a gente ficou tanto tempo sem se ver?
Não faço ideia. Foi um mês ou uma eternidade? Ver no Facebook não conta. Prefiro o sentido literal do verbo, aquela alegria de enxergar a amiga sentada na frente, olho no olho, rímel no rímel, sem nada pra fazer a não ser prestar atenção e não perder o fio da meada. Duas mulheres conectadas feito um celular que sai do modo avião e finalmente encontra o sinal da operadora. Falando, ouvindo, falando, ouvindo. E a comida de coadjuvante na história. Desculpe, saladinha, mas a fome era de amiga. Não podíamos desperdiçar um raro momento como aquele. Pulamos direto para o que interessava: a atualização imediata de tudo o que ficou para trás.
Tem amizades que hibernam sem motivo aparente. Ou vários, como trabalho, stress, viagens, filhos, faculdade, namorado, marido, problemas de saúde, confusões de família. É justamente para administrar o overbooking da vida que a gente precisa das amigas. São elas que nos escutam e nos aconselham a sobreviver com dignidade. Não adianta comprar cremes caros se a testa segue franzida.
Quando duas amigas decidem recuperar o tempo perdido, sai de perto. Se a amizade é das boas, se as verdades podem ser ditas, se existe química entre elas, é só se reencontrar para que tudo volte automaticamente. A afinidade, as confidências, a sensação reconfortante de estar junto dessa pessoa que você escolheu para ser sua amiga. Isso, sim, é alimento.
Então um almoço parece pouco. E injusto. O assunto acumulado daria para esticar em linha reta e ir daqui até a lua. Ou, vá lá, esticar a sobremesa durante a tarde inteira. Uma conversa entre amigas vai abrindo parênteses, formando novos parágrafos, organizando o pensamento e desestressando mais que shiatsu express. Por via das dúvidas, é melhor colocar um alarme na agenda para repetir todos os meses: não posso ficar longe dessa bandida, não posso, não posso.
A gente gasta energia para conquistar tantas coisas. Mais respeito no trabalho, mais milhas e viagens, mais porta-malas no carro, mais it-bags e it-shoes, mais regalias com o gerente do banco, mais convites para festas, mais isso e aquilo. Conquistar até é fácil, quero ver você ser boa no reconquistar. Amigas sentem o distanciamento, pode apostar. Precisam sentir o perfume umas das outras. Garanto que tem alguma amiga sua esquecida na prateleira mais alta e inacessível do closet. Pegue uma escadinha, um trem, um navio, um barco a remo e vá ao seu alcance.
O problema de um almoço tão clarividente e oxigenador como esse é que a gente lembra das outras amigonas que também não vê faz tempo. De novo: ver de enxergar na frente, de esticar a mão e tirar um fio de cabelo que caiu no rosto. E são muitas amigas, para a felicidade dessa que vos tecla. Bate uma saudade coletiva tipo jogo de dominó. Quantas peças importantes eu deixei cair e não juntei?
Agora minhas outras amigas vão ler esse texto na Lola e perguntar quem foi a musa inspiradora. Mulheres quando resolvem ter ciúmes, você sabe como é. Elas podem nunca mais aceitar almoços com oito bolsas na mesa (que são divertidíssimos, além de práticos). Cada uma vai exigir exclusividade, e com razão. Tudo bem, eu corro o risco. Reorganizo minha rotina, altero os relógios. Só assim reconquisto todas elas. O que não falta é restaurante e assunto.
22 de out. de 2011
Dia de visita ao Casa Hermosa








Hoje pegamos a estrada pra ver a obra do Casa Hermosa. Que dia lindo! Teve caminhada na beira da praia, pastel no Maquiné, visita aos priminhos em Imbé e por do sol na freeway.
20 de out. de 2011
Um pouco de beleza



10 de out. de 2011
Nova de outubro


A matéria se chama "Síndrome do namorado-sombra" e as dicas se reduziram a um box com três itens. Isso acontece, é a chamada edição. O legal é que saiu e meu nome está de novo numa revista do Grupo Abril. Leia abaixo o texto que mandei e depois leia o box na página 156.
Para ele não achar que se mudou definitivamente para sua casa, alguma vez você vai ter que dormir na casa dele. Acione a fantasia de ser pega fazendo sexo em local proibido, até porque a sogra pode mesmo bater na porta do quarto do filho a qualquer momento. Já que as paredes têm ouvidos, leve fita adesiva ou um lenço para usar como mordaça. Ou só durma lá quando estiver afônica. É constrangedor exibir sustenidos e agudos e na manhã seguinte tomar café com toda a família. Você tem algumas alternativas: 1) colocar sonífero no refrigerante dos sogros para garantir que eles apaguem, 2) passar a noite em território neutro evitando tudo isso, 3) pedir que sua melhor amiga ligue e simule um acesso suicida de solidão, exigindo sua presença, 4) inventar um game erótico do tipo “só pode ver, não pode tocar”, onde todas as privações serão devidamente recompensadas em dia e local adequados.
Agora quando o assunto é bolsa, mais especificamente a quantia que você carrega dentro dela, eu sugiro muito tato. Se você quer investir nessa relação, se economize e não banque tudo sozinha. Para não rolar um coitadismo, ele também deve contribuir (não vale só na cama). Faça programas sustentáveis como cinema e boteco em vez de baladas milionárias, esqueça receber (e dar) presentes caros. Mulher sabe trabalhar em equipe, lembra? Então use o seu sucesso para inspirá-lo. Nenhuma de nós quer namorar um eterno trainee. Proponha um curso de inglês juntos, motive-o a crescer, busque oportunidades para ele na sua rede de relacionamentos. Isso, sim, pede uma comemoração suntuosa depois.
8 de out. de 2011
Dia das Crianças para Bourbon Shopping
A vida é um videogame
Ter filhos homens dá uma visão mais objetiva da vida. No meu caso, ajuda a equilibrar o lado sentimental e com uma leve tendência ao drama. De tanto vê-los jogar, concluí que o videogame ensina uma regrinha de ouro para a maternidade: depois de uma fase, vem outra. Então relax, baby!
Não insista em esticar alguma fase só porque você adorou jogar com fraldas e chocalhos. Se foi tão bom assim, sua pontuação vai ajudar a se dar bem na próxima. Também não aconselho pular de fase. Cada uma guarda seus encantos e dilemas. Criar filhos é uma soma de experiências, a gente vence com a prática. Incontáveis desafios nos esperam na fase seguinte.
Os filhos crescem e nos forçam a crescer junto. Enquanto os pequenos dão trabalho físico, os grandes dão trabalho intelectual. Assim como nos videogames, é preciso ganhar muitas vidas para acompanhá-los. Bota desafio nisso, educar essa criançada que nasceu teclando e clicando. Em vez de reclamar que eles agitam demais e pensam rápido, a gente deveria agradecer. Dessa forma, nosso cérebro funciona em modo on megablaster total e nosso corpo nem acha tempo para envelhecer.
Já reparou como a casa fica vazia quando os filhos não estão por perto? É porque eles dão o ritmo e energizam o ambiente como um Feng Shui acelerado. Criança (ou adolescente!) faz barulho, faz o que não deve, mas também faz carinho, faz a gente rir quando está triste, faz reviver a própria infância.
Não importa se a sua criancinha tem 5 ou 25 anos. Se é filho, sobrinho, neto, vizinho ou afilhado. Aproveite que o dia 12 está chegando e a convide para brincar. Ou melhor: convide-se para entrar na brincadeira dela. Sente no chão, aceite mudanças repentinas nas regras, observe e aprenda. Só não reclame se os joelhos doerem na hora de levantar. E um presentinho bacana também é diversão garantida para vocês.
29 de set. de 2011
Berçário para homens
A IKEA, loja maravilhosa de móveis que tem no mundo todo, inventou um berçário para homens. Tudo para que as mulheres fiquem mais à vontade nas compras. O genial é que a IKEA dá um alarme que desperta depois de 30 minutos. Assim as mulheres não esquecem de pegar seus maridos e namorados no berçário. E o que tem lá? Fla-flu, máquinas de fliperama e outros brinquedinhos.
12 de set. de 2011
Primavera no Bourbon Shopping

A Primavera é uma farta distribuição de buquês de flores. Não espere que eles sejam entregues na porta de casa. Esses buquês chegam à hora que bem entendem e geralmente são deixados nos parques, avenidas e praças. Não precisa procurar cartão porque a gente sabe que só mesmo a natureza para mandar tantos buquês lindos.
Já que arrancar flores é feio, as mulheres elegantes e educadas recorrem às vitrines-canteiro. Lá, sim, dá para colher um floreado e alegrar o guarda-roupa. São flores que duram bem mais, uma estação inteira. Tem flores com ou sem manga. Flores-estampa. Flores bordadas. Flores em formas que até os deuses duvidam. Flores decotadas. De alcinha. Longas ou curtinhas. Flores vaporosas ou coladas ao corpo. Flores com bolso, gola, alça, zíper. E penduradas em correntes douradas. Flores em botão. Flores sem forro e sem vaso. Flores que se misturam ao nosso perfume. Pode até ser perfume de flores.
Desde, é claro, que você não seja alérgica à cor. Existem flores brancas, mas a primavera pede mais ousadia. A pele está pálida, precisa de contraponto. Por isso, toda a cartela de cores cai bem. O céu está num azul invejável. O amarelo está na moda, ponto para o girassol. O laranja agora se chama tangerina, bem mais apetitoso. Se a sua fome é de flor na salada, experimente. Se o seu desejo é flor no cabelo, vá em frente. Uma florzinha na rasteirinha também é uma ótima pedida. Na maquiagem, bem-me-quer de boca vermelha e sombra colorida. Tem esmalte com nome de flor, tem mulheres que se chamam Rosa, Violeta e Margarida.
Para criar um buquê divertido, misture flores com poás, listras e o que seu bom gosto sugerir. Color block é outra tendência que vai animar os ânimos e os guarda-roupas discretinhos. Dizem que a Primavera tem dia certo pra começar e terminar. Prefiro acreditar que ela é um estado de espírito.
Foto: Diário do Terry Richardson
31 de ago. de 2011
Herança
Muito verdadeiro esse vídeo. Só aumenta a nossa responsabilidade.
Dica da querida Lenice Zarth Carvalho
Gás Hélio neles

Se as mães falassem com voz de pato, será que os filhos entenderiam melhor? Ainda vou testar essa possibilidade, pra ver se aumenta meu poder de persuasão. Ou então as mães poderiam vir de fábrica com opcionais de vozes, uma pra cada necessidade, mas sempre vozes divertidas pra fazer algum efeito. Quer saber? Esse post é a prova de que a gente sempre acha que a culpa é nossa. Mas o que falta mesmo é vontade de ouvir.
Imagem: Ant Baena
27 de ago. de 2011
Era uma vez a camisa dele
Já faz um tempinho que as mulheres descoladas se apropriaram do guarda-roupa masculino. Lembra da calça boyfriend? Agora uma das tendências em alta é a peça que pode ser usada tanto por mulher quanto por homem. Tipo assim um modelito total flex. Esse vídeo lança mais uma possibilidade: transformar camisa social do ex em vestido, blusa, saia. A mulherada não economiza sua criatividade quando o assunto é moda.
Dica do blog Um Ano Sem Zara
25 de ago. de 2011
Maldade

Semana após semana, a esponja vira uma veterana de guerra: segue toda estrupiada, lava o que pode e do jeito que dá. A única medalha que reluz é o inox sujo dentro da pia. Até o detergente tem nojo dessa coisa que um dia se chamou esponja. Qual era mesmo sua cor? Onde foi parar o pedaço carcomido no canto?
Uma esponja custa quase nada, devia ser trocada toda semana (lá em casa é assim). Acho que sei porque muitas esponjas são ignoradas. As pessoas descontam nela a raiva da louça acumulada. Como se ela tivesse usado todos aqueles pratos, copos e talheres. Imagine a força que uma esponja em estado terminal precisa fazer pra lavar uma panela com comida queimada.
Ela não tem culpa se a cutícula levanta e o esmalte lasca, pra isso inventaram a revolucionária luva de borracha. A pobre da esponja não se intimida com os armários vazios da cozinha e a louça enfileirada e grudenta esperando por ela (se bem que isso é relaxamento). As lojas estão cheias de lavalouça em promoção. Pronto, o problema está resolvido em 20x sem entrada.
Tenho pena das esponjas velhinhas e acabadas. Vamos dar um fim digno a elas. O lixo pode ser o paraíso.
Foto: Flickr ElbtheProf
19 de ago. de 2011
Deu

Segunda dia 15 completou 1 mês da cirurgia e nem vi esses 30 dias passarem, de tanta gaze na minha vida. Tive até que voltar ao hospital pra reabrir parte da cicatriz e fechar de uma vez por todas. Anestesia local, jogo rápido, só que ninguém quer bater ponto em bloco cirúrgico e vestir aquela roupa ridícula de novo.
Durante esse mês, nunca senti dor. Só medo, muito medo de colocar tudo a perder. Meu lema foi "um dia depois do outro". Me cuidei, fui cuidada e melhorei pouco a pouco. Acho que já posso comemorar, apesar de ainda estar ressabiada.
Agora deu. É tirar os novos pontos e partir pro setor de lingerie mais próximo!!
10 de ago. de 2011
Comprovante de residência

Foto: FFFFound
9 de ago. de 2011
Engajamento de mural

Tomara que o seu mural seja bem resistente. O meu já não aguenta mais.
5 de ago. de 2011
Sonho adiado

4 de ago. de 2011
De volta pra casa

Imagem: vomaria.com
3 de ago. de 2011
Pai é tudo de bom

Tem algo errado no calendário. Você já reparou como o Dia dos Pais sempre parece uma data menor se comparada ao Dia das Mães? Os comerciais de TV não são tão emocionantes, as filas do lado de fora dos restaurantes são menores, os presentes não arrancam as mesmas lágrimas, as palavras de agradecimento são mais sucintas.
Não acho justo, não depois de tudo que eles fizeram nessa longa caminhada para se aproximar dos filhos e evoluir o conceito da paternidade. Desde que o mundo é mundo, as mães brilham. Já os pais tiveram que correr atrás. E conseguiram rever seu papel a tempo.
Antigamente, era sinal de respeito chamar o pai de senhor. Ganhar beijo de filho era tão raro quanto ganhar beijo de pai. E as conversas, que mal aconteciam? Tanta formalidade acabava por afastá-los. Talvez os pais do passado até preferissem dessa forma, sem saber como reagir a um abraço mais caloroso ou a alguma confidência de um filho. Liberdade de expressão ou de emoção era algo que não fazia parte da rotina.
Hoje a história é bem diferente, os pais abrem o maior sorriso ao serem chamados de amigo. Fizeram por merecer. De provedores da casa a parceiros de brincadeiras, muitas regras foram transgredidas. Sem falar nas mães, que invadiram territórios sagrados como o mercado de trabalho e os esportes, atraindo ainda mais os holofotes. Pais que antes chegavam em casa e esperavam serem tratados como reis tiveram que arregaçar as mangas e preparar a janta para os filhos. Quem ganhou? Todo mundo, com certeza.
Mesmo com inúmeras mudanças, fica uma sensação de que os pais não conquistaram a melhor parte de todas: o reconhecimento. Cabe a nós, filhos, transformar o dia deles em uma data tão significativa quanto o Dia das Mães. No dia 14, você já sabe. Até fogos de artifício para eles!
1 de ago. de 2011
Leitores de obituário

A gente deveria pedir licença antes de invadir o conteúdo estritamente pessoal de um obituário. Mais que uma homenagem póstuma, é uma micro-biografia não autorizada. Sua publicação revela sonhos, conquistas, gostos e qualidades. O morto sempre será poupado dos seus defeitos, medos e contradições. E nós ficaremos sem a parte mais humana e interessante.
Os leitores de obituários procuram histórias de vida e encontram o resumo parcial do personagem. Ou vai ver é só hábito de leitura.
25 de jul. de 2011
Esconde-esconde

O que nos resta? Meter a unha disfarçadamente, como se isso fosse possível? Se esconder atrás de uma cara fechada ou sorrir para o primeiro que passar na nossa frente e observar sua reação? E se essa pessoa for alguém conhecido? Será que ela vai avisar ou morrer de rir ou não contar de propósito? Melhor sair o quanto antes à procura de um reflexo esclarecedor. Qualquer um. Banheiros e espelhinhos de bolsa nunca estão por perto quando a gente mais precisa deles.
Foto: FFFFound
22 de jul. de 2011
20 de jul. de 2011
Dia do Amigo - ou como Adicionar Sinceridade

Quem tem quinhentos ou dois mil amigos? Quem tem essa ilusão? Gosto tanto da palavra Amigo, sempre gostei e respeitei. Aí veio o Facebook, banalizou e confundiu tudo. Na vida real, ninguém pergunta se o outro quer ser amigo porque não existe resposta imediata. Leva tempo e requer dedicação. Amizades morrem feito planta sem sol e água. Estar online não significa necessariamente estar criando vínculos. Quantas vezes a gente vê a luz verde do chat acesa e não sente a menor vontade de falar com a pessoa? Curtir fotos e atualizações pode ser saudade das boas ou apenas um vício adquirido.
Já que inventaram o Dia do Amigo, que seja pra pensar em quem da listinha (ou melhor, listona) a gente levaria pra uma ilha deserta. Sem Wi-Fi, sem uploads e downloads, só pela companhia, pelo prazer da conversa e principalmente pela confiança adquirida.
19 de jul. de 2011
A história segue

Quer detalhes sórdidos do pós-operatório? Eu conto. Fiquei o final de semana inteirinho (na verdade, 3 dias) sem tomar banho. Que alegria absurda sentir de novo a água quente do chuveiro batendo nas costas! Desde que saí do hospital, tive a companhia forçada de um dreno que ficava amarrado no sutiã tipo barriga de grávida e monopolizou nossa atenção. Ter dois caninhos pendurados um de cada lado do peito pode fazer você rever seus conceitos de higiene e priorizar a segurança da gaze intacta. Me livrei do dreno só hoje e não vou sentir saudade. Nem da cápsula dupla que se formou numa das próteses e rendeu alguns momentos de celebridade.
12 de jul. de 2011
3... 2... 1... delegar!!

É por isso que ainda estou deglutindo a frase que o Ricardo disse hoje cedo no elevador:
-Te prepara porque não vai ser tudo do teu jeito.
Ele tem razão e, de tanto que me ama, resolveu avisar. Quando eu voltar do hospital na sexta-feira, vou precisar mudar de conduta. Ou deixo rolar ou estou ralada. Por um bom tempo, não vou poder carregar peso e terei que cuidar os movimentos dos braços. Em outras palavras, vou precisar de alguém pra fazer muita coisa por mim. Do jeito desse alguém, não exatamente do meu jeito. No primeiro final de semana, talvez eu tenha que terceirizar até o singelo ato de escovar os dentes. Se gentileza gera gentileza, então agora espero receber de volta as tantas gentilezas que já fiz. Hoje no banho, ensaboando os cabelos e pensando na alegria de levantar os braços na hora em que eu quiser, entendi que esse período de pós-operatório também vai ser um curso intensivo de como delegar. E eu vou aprender.
8 de jul. de 2011
Caos aéreo

Imagem: FFFFound
Já pro conserto

Acho que ele está pior, faz um barulho alto e esquisito quando anda. Sei lá o que pode ser. No meu caso, é um problema mais discreto e localizado. Por motivos de segurança, vou ter que substituir os airbags. Há cinco anos, decidi colocar prótese e nunca me arrependi, mesmo com esse encapsulamento que não estava previsto. Tenho uma teoria: podia ser pior. Sempre.
Não vejo a hora de acordar na sala de recuperação e ver que deu tudo certo. Sexta dia 15, às 7:30 da manhã, pode mandar boas energias que vou aceitar de bom grado.
Foto: Flickr
6 de jul. de 2011
Concessões de inverno

5 de jul. de 2011
Um piadista no meio do caminho

E desabou numa risada que deve ter sido sua sobremesa.
-Quaquaquá! Quaquaquá!
Eu estava com uma lâmpada queimada na mão, eu sou mulher e mulheres dão à luz. Portanto, houve pertinência. Aquele senhor não se importou em falar algo tão desgastado pelo tempo, ele mesmo era antigo e ainda estava de pé. Preferiu não perder a piada.
Tive que rir da risada dele, que chegou a se sacudir todo. Paguei de uma vez a lâmpada. Antes de sair, outra pérola:
-Esse aí tá só enrolando.
E desabou numa risada que deve ter sido seu cafezinho.
-Quaquaquá! Quaquaquá!
O vendedor estava enrolando o fio que o próprio homem pediu. Aposto que ele nem precisava ter saído de casa, estava apenas com vontade de rir.
Ilustração: Doe-Eye
Requeijão feelings

Somos movidos a requeijão. Light, pra não pesar tanto na consciência. Consumimos uma quantidade industrial dessa golesma fantástica. Lá em casa o requeijão é paparicado e idolatrado. Participa do café da manhã, do jantar e até mesmo do almoço - o Fabio adora colocar uma colherada em cima da massa.
Copos de requeijão vão como água. São figurinha fácil na minha lista de compras - como se eu precisasse anotar um item tão indispensável. Passei a comprar margarina a pedido da Dodô, pra usar na cozinha. Não pense que não admiro uma boa Manteiga Aviador. Também aplaudo de pé o cream cheese e já consegui seguidores. Tentei infiltrar a geleia no seio familiar, sem resultado. Só eu continuo fã.
Agora quem está sempre na mesa, firme e forte, é o requeijão. Ninguém destrona essa delícia. Podemos passar sem pão, mas não sem requeijão. Ele é a nossa manteiga de amendoim. Se algum amigo gringo dos guris aparecer lá em casa, já sei como explicar essa tara.
Foto: My Love For You
4 de jul. de 2011
Escabelada

Foto: Flickr
28 de jun. de 2011
Uma matéria que não saiu :((

Imaginar a vida das mulheres sem os homens? Achei que seria tarefa fácil. Nós vivemos reclamando deles e vice-versa. Pensei que encheria páginas e páginas com picuinhas comportamentais. Enxerguei uma longa e cor de rosa lista sobre a felicidade de habitar um mundo povoado por sutiãs, esmaltes, blushs e liquidações.
Mas foi só abrir a porta de casa e me deparar com o primeiro tênis jogado no chão, para cair na real e perceber o quanto sou dependente da testosterona. E o quanto sou feliz cercada de homens – tenho dois garotos maravilhosos, um marido incrível, um pai pra lá de especial, um tio-guru, um cunhado-paizão, muitos amigos homens (alguns deles, mega blaster power friends), além de ter no currículo dois irmãos que proporcionaram uma infância cheia de socos e me prepararam para a guerra. Definitivamente, não posso ser feliz longe das cuecas.
Acredito que o universo feminino é tão amplo, subjetivo e rico de sutilezas justamente por causa da simplicidade do raciocínio masculino. Para eles é sim ou não, é agora ou nunca, é toma lá, dá cá, é preto no branco. Para a gente é talvez, quem sabe, porém, apenas, entretanto. Homens são ponto final, mulheres são eternas vírgulas. Vamos acumulando sentimentos e pensamentos de forma ininterrupta. Interpretamos tudo e todos, supervalorizamos os detalhes – às vezes é cansativo ser mulher.
A objetividade dos homens é o contraponto perfeito para os nossos dramas. Antes que você me chame de exagerada, pense em como um cabelo com frizz ou uma unha lascada podem acabar com nosso humor – para um homem, esse tipo de problema provoca no máximo uma sobrancelha erguida. E ai da nossa sobrancelha se não estiver impecável. Mulheres se cobram demais, se questionam, remoem diálogos. Homens se economizam. Por isso, nós precisamos deles. É uma questão de equilíbrio.
Lembra do filme "Ele não está tão a fim de você?" Se não assistiu, pegue na locadora. Ou então leia o livro de mesmo nome. A simplicidade dessa frase ilustra bem a clareza masculina no que diz respeito aos relacionamentos. Tanto que o garoto que fala isso acaba virando consultor sentimental da protagonista – ou tradutor simultâneo. Tenho um amigo que diz a mesma coisa, com poder maior de síntese: “Vocês complicam muito.”
É verdade, infelizmente. Além de ser uma legítima representante da ala feminina e confiar 99,9% na minha intuição, sou libriana. Posso ficar uma vida inteira pesando os prós e contras, sem chegar a nenhuma conclusão. Entendeu a importância da ala masculina no meu dia a dia? Sem contar que adoro criar personagens e ver histórias onde geralmente só existe um parágrafo. E não devo ser a única. Os homens, não. Abusam do lado esquerdo do cérebro. São pragmáticos. Merecem escolher o lado na cama. E como dormir de conchinha sem eles?
Em hipótese alguma eu gostaria de ter nascido homem, nem para fazer xixi em pé numa rodoviária imunda. Também em hipótese alguma consigo me imaginar satisfeita vivendo em um mundo estritamente feminino. Deve faltar assunto rápido. Sem homens, vamos falar sobre o quê? Nos nossos happy hours, eles são o fio condutor da conversa. Homens devem ser os responsáveis pelo maior número de ligações telefônicas entre o sexo oposto. Eles são nossa pauta preferida, cheios de defeitos e contradições pra gente destrinchar. As revistas femininas teriam o mesmo problema. Muitos anúncios seriam publicados tentando preencher o vazio, nos oferecendo outros prazeres.
Se baixasse em mim o espírito de um sábio cacique, eu diria que os homens estão para as mulheres assim como a gasolina para o carro. Fazendo uma metáfora um pouco mais feminina, eles são como o primer na maquiagem – preparam o terreno para valorizar nossos pontos fortes.
Dizer que precisamos de homens apenas para abrir pote de vidro e pendurar quadros é tão démodé. Esses clichês não fazem mais sentido. A humanidade percorreu uma longa estrada, os homens inclusive. Mesmo nunca pedindo informação no meio do caminho.
Voltando ao cenário fictício (e assustador) de um mundo povoado apenas por mulheres, fecho os olhos e enxergo tédio. Um faroeste sem duelo. Um copo sem gelo. Sem falar que a gente levaria anos até ouvir um elogio (sei que elogio vindo de mulher vale mais, mas é difícil).
Num mundo sem homens, considerando que alguma criança pudesse ser concebida, iríamos criá-la somente com a ajuda das vós, tias, dindas e vizinhas. Seria um estresse, possivelmente. A presença masculina acalma muito mais a mãe do que o bebê. E imagine privar o anjinho da emoção de voar para o alto e imediatamente ser resgatado por duas mãos fortes e peludas? Pai é montanha russa, mãe é roda gigante girando devagar para não machucar ninguém.
Concordo que teríamos menos futebol em nossas vidas. Mas isso vem incluído no pacote, prefiro baixar o volume da TV. Agora realmente não sei como ficariam as novelas e comédias românticas sem galãs. Para olhar as roupas das atrizes, já inventaram os desfiles. Como assistir aos Simpsons sem Bart e Homer? E a TV a cabo sem Dr. House, Two And a Half Man e Big Bang Theory?
Lembrando de ambientes geneticamente masculinos, o que seriam das borracharias e ferragens? Quantos vasinhos de plantas teríamos que colocar em cima do balcão para dar um ar mais feminino? E as empresas de mudança, que literalmente carregam um piano nas costas? Alguma mulher inteligente inventaria robôs para fazer o serviço pesado, aposto.
Na medicina, Urologia e Obstetrícia perderiam a razão de ser. Bancos de sêmen e clínicas de fertilização fechariam suas portas. Já outras especialidades como Dermatologia e Cirurgia Plástica precisariam de reforços para dar conta da demanda. Será que Freud explicaria nossa vida sem os homens? Terapeutas e psicólogas teriam que trabalhar até nos finais de semana para nos ajudar a encontrar um novo interesse. Eu acredito que seja parecido com a sensação de ter um membro amputado – a gente continua sentindo a presença deles mesmo assim.
Já o trânsito ficaria mais educado sem homens. A criminalidade cairia, pois mulheres teriam menos motivos para matar por amor. O estupro acabaria e os crimes hediondos diminuiriam sensivelmente. No mundo corporativo, seríamos mais produtivas sendo comandadas por mulheres? Até pode ser, mas o coffee break perderia a graça. A boa notícia é que, sem ternos e gravatas no ambiente, o taiuller de firma poderia enfim ser erradicado.
Tem horas (ou semanas inteiras) em que os homens são brutos, insensíveis, irritantes, insuportáveis. Mas prefiro administrar esses momentos a abrir mão da convivência com eles. Já imaginou só receber flores da mãe e das amigas? Fazer sexo só com a ajuda de pilhas? Não ter alguém que te chame de gostooooosa quando você mais precisa? Uma barba roçando no rosto tem o seu valor. E a pegada dos homens - daria para reproduzir em laboratório, embalar e vender?
Imaginar todo esse cenário é um bom exercício de criatividade. Mas, para mim, é o tipo de ideia que é melhor não sair da gaveta. Depois dessa reflexão, fica a dica pra gente se estressar menos e curtir mais. Não custa nada reconhecer o bem que os homens fazem. Até porque a recíproca é verdadeira.
Emoticons em nova versão
Esse filme foi Prata no Festival de Cannes. Eu daria Ouro pela simplicidade.
24 de jun. de 2011
Não repara a bagunça
Entrar pela primeira vez na minha casa (217) foi uma emoção e também um choque: parece muito menor que a decorada. Já o patiozinho pareceu maior. Quem não curtiu foi o Fabio, que ficou dentro do carro, gentilmente barrado por questões de segurança.
Depois fomos visitar o Pacific, só pra sentir o clima. E está tão lindo! Faltou o meu amigo Claudio Franco pra mostrar sua maison. O clube é po-de-ro-so, tem um pé direito bem alto que dá todo o charme. Mais cineminha e piscina térmica, que não vai rolar no Casa Hermosa. Claudico, me convida que eu levo a pipoca!
Em compensação, vai ter o fundamental para Los Morales: quadras e mais quadras esportivas, onde o Rafa e o Fabio vão triplicar o número de amigos. As casas são pequenas, mas a ideia é justamente aproveitar toda a infraestrutura e manter distância do sofá.