25 de ago de 2010

Olho comprido

Encontre uma pessoa conhecida no supermercado e no buffet executivo. Com raríssimas exceções (uma conjuntivite, talvez) seu comportamento vai ser igual nos dois lugares: você vai dar uma espiadinha automática nas escolhas do outro.
Hummm, ele pegou pão de sanduíche e não o francês.
Hummm, ele pegou bife enrolado.
O próximo passo é comparar com suas próprias escolhas.
Hummm, não gosto daquela marca de pão.
Hummm, a cara do bife enrolado tá boa, mas vou no peixe.
Se o prato do dia for LEMBRANÇAS, você vai reviver a última vez que comeu bife enrolado na casa daquela sua tia querida. Ou quando errou feio na receita do bife. E a fila (do caixa ou do buffet) crescendo atrás de você.
Não acredito que a gente faça isso por falta de educação. É a curiosidade humana. É a eterna comparação com a grama do vizinho.
Agora, uma confissão pública: meu olho é tão comprido que espia até o prato dos desconhecidos. Ontem passei por um restaurante com mesinhas na rua e vi um simpático purê de batatas com feijão. Fiquei com vontade de conhecer aquela pessoa que coloca o feijão exatamente em cima do purê, sem deixar escorrer o caldinho. Será que ele comia assim quando era criança?
O post termina por aqui. Se a gente se encontrar no supermercado, peço desculpas antecipadamente. Vou escanear seu carrinho. Mas prometo não perguntar por que cargas d'água você compra maçã Gala e não Fuji, como eu.

Um comentário:

Fernanda Reali disse...

Xi, faço pior.

Se estiver de bom humor, vou conversando com todo mundo. Além de espiar eu dou palpite. "Troca, este aqui está na promoção". Olha, aqui tem um iogurte mais novo, esse está vencendo. Sim, sou dessas, pode me odiar.

Se estiver na TPM, entro muda, saio calada, atropelo 3 e escondo os corpos.

bjs