7 de abr de 2009

Ode ao grafite

Adoro apontar lápis. Na minha casa, tem muitos deles. Não posso ver uma ponta gasta que vou lá e .......zaaaaaapp. Depois que compramos um apontador elétrico, nossa, fiquei mais viciada ainda. Se vejo um estojo dos guris dando sopa, chego a salivar. Claro que 87% das pontas vão estar detonadas. Melhor ainda se for o estojo com os lápis de cor. Infinitos tons suplicando por uma pontinha afiada. Desconfio que meus filhos já perceberam essa tara e se aproveitam, deixam os estojos à mostra para não terem o trabalho de apontar.
O barulhinho do apontador elétrico mexe comigo. E tem toda uma ciência, não pense que é enfiar o lápis e pronto. É quase isso. Mas se deixar por muito tempo, ele fica pontudo demais e quebra fácil. Eu já peguei a manha. Sei o exato momento de retirar o lápis. As pontas ficam per-fei-tas. Quando eu era criança, adorava brincar com as florzinhas que sobram do apontador. Eu apontava os lápis em cima de uma folha branca só pra depois espalhar com o dedo os farelinhos de amarelo, azul, lilás, vermelho – ficava lindo. Ainda bem que a minha mãe nunca comprou um pontador elétrico para mim. Eu poderia ter virado uma ameba. Sem trabalho, sem família, sem futuro, sem perspectivas. Só apontando.

Um comentário:

Marcia disse...

As florzinhas que sobravam do apontador a gente guardava para colar nos trabalhos da aula de artes, e até pedia emprestado para os colegas os lápis de cores "exóticas" só para ter umas florzinhas de cores diferentes. :)
Como é bom lembrar dessas coisas!!
Beijão Magali!