8 de abr de 2009

Vai pela Ipiranga

Quando ando de táxi, eu dou o trajeto. Isso sempre acontece. Já tentei ficar quieta e deixar rolar, pra ser surpreendida por um caminho melhor. O que posso fazer se a sequência de ruas sai da minha boca? É automático como mudar de marcha.
Nunca ensinei um padre a rezar, até porque não vou na igreja. Mas posso me gabar de já ter ensinado bons atalhos para taxistas. Uns bufam, outros elogiam. Deve ser mania de quem está acostumada a sentar no lugar do motorista. Depois, em agradecimento, eu falo sobre o tempo e ouço sobre o futebol. Acho divertido conversar com alguém que não faz parte do meu dia a dia. Aliás, alguns taxistas dariam excelentes psicólogos. Eles, em especial, podem analisar essa minha necessidade incontrolável como o gostinho de ter o controle da situação. Ou autoritarismo intrauterino mal resolvido. Peraí, gente. Também pode ser uma grande facilidade de se relacionar com as pessoas. Dar o trajeto para o taxista é um belo gancho para puxar papo.

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