20 de abr de 2009

Oito e três

Acordei e levei um susto. O despertador marcava oito e três da manhã. Como assim o alarme não tocou??? Pânico. E agora? Meus filhos já deviam estar na aula há tempo. A casa inteira dormia. O cérebro não raciocinava, só roncava. Minhas pernas não se mexiam, eu tentava traçar um plano de ação pra todo mundo estar no elevador em cinco minutos. Escrevia bilhete na agenda deles? E os lanches, os casacos? Eu ia de pijama mesmo? Será que era dia de prova no primeiro período? Fiquei tão nervosa que nem a voz saía pra gritar ACOOOOOOORDEM!
Foi quando meu marido disse “Magali, hoje é domingo”. Na hora lembrei de um comercial que fiz pra Renner, e-xa-ta-men-te assim. Tive que rir. A atriz pulou da cama e vestiu o jeans, eu paniquei e nem isso consegui. A intenção que os dois homens falaram a mesma linha de texto foi igual, a diferença foram nossos nomes: Marina e Magali, duas mosconas. Voltei a dormir, como a atriz. Sem cachê, mas com uma atuação bem verdadeira.

Um comentário:

Caceres disse...

Hahahahaha. O pior é que fica uma sensação boa de "ainda bem" e ruim de "meu coração tá a mil!". Fica quase impossível voltar a dormir.