7 de abr de 2009

Tremor e terror

Tem coisas que é melhor nem pensar. Imagina se alguém como eu, que ainda não conhece a Itália, tenha passado todo 2008 economizando para, finalmente, botar os pezinhos em Roma. Bem nessa semana. Aí, querendo conhecer ao máximo a região, decide circular pelos arredores e faz um pit-stop em L´Aquila em pleno terremoto. Que azar, hein. Vai culpar quem, a agente de viagens?
Alguns anos antes do atentado às Torres Gêmeas, eu estava em Nova Iorque quando houve uma ameaça de bomba no Empire States – na hora H, caminhava a poucas quadras dali. E poderia muito bem ter reservado a tarde para apreciar a vista lá de cima. Foi por um triz.
Voltando ao terremoto da Itália, quantos turistas não deram o azar de presenciar a tragédia ao vivo? E as pessoas, que seguiam suas vidas alheias ao turismo da região? Fiquei comovida com a mãe que morreu abraçada aos dois filhos pequenos, encontrada no que sobrou da sua cama, com eles. Quem tem filhos sofre por tabela. Será que deu tempo para ela entender a gravidade da situação? Será que conseguiu acalmar as crianças? Nosso instinto de proteção deveria ser mais eficiente numa hora dessas.

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