21 de abr de 2009

Senso de raridade

Estou sozinha em casa. Isso é tão raro. Às 18:23 de um feriado de terça, ganhei a posse (momentânea) do meu espaço. Daqui a pouco, todos vão voltar. Eu podia me jogar na cama, na geladeira, no telefone, no chuveiro. Escolhi me jogar no blog. O silêncio, se bem aproveitado, vira uma festa surpresa. Deixei uma luzinha iluminando o notebook. O único barulho vem do teclado. Uma casa cheia de vida também sabe apreciar a calmaria.
Não que eu goste de solidão, mas às vezes é bom ficar quieta. Ainda mais depois de um dia gostoso como esse. Mal saí de casa. Acordei tarde, afofei os filhos, revi um dos meus filmes preferidos na TV, namorei a casa e o marido. Foi daqueles dias em que, teoricamente, não fiz nada. N-a-d-a. Deixei as horas me levarem. Se fosse um Spa Day, alguém ia apresentar uma conta bem alta por tanto relax.

Um comentário:

Luciana disse...

Coisa boa não fazer nada e ainda assim não ter aquela culpa por não ter aproveitado o dia, né? Porque fazer nada pode ser fazer muito, especialmente pra gente que vive pra cima e pra baixo.
Beijos

LuRodrigues