2 de mar de 2010

Invenções

E pensar que a mesma raça humana que inventou o sabonete líquido também nos presenteou com o banheiro químico e o fraldão – uma atrocidade que rendeu mais polêmica no carnaval do Rio do que as madrinhas peladonas.
Enquanto a invenção do sabonete líquido nos mostra que a vida pode ser uma eterna massagem, o banheiro químico aponta o dedo na cara e diz: você veio das cavernas, não esquece, hein! A situação é troglodita, apesar de útil para quem está desesperado.
Não consigo fazer Número Dois na casa dos outros, nem em banheiro de shopping, muito menos no trabalho. Preciso dos meus azulejos ao redor. Uma vez, fui obrigada a testar um banheiro químico numa filmagem externa – ainda bem que era Número Um. Mesmo assim, foi bizarro. Quando dei a descarga, o negócio todo tremeu. Era como se soasse uma sirene: ela acabou de usar essa coisa ridícula. E ela sacudiu!!
Por isso eu gosto tanto de sabonete líquido. É a invenção que faz carinho. Você vai precisar de uma esponja e, ao passar o sabonete pela pele, perceberá que antes só tinha lavado as partes. Banho, no sentido mais prazeroso da palavra, é com sabonete líquido. Desde o tempo em que patinhos de borracha tomavam banho com você, muita água rolou. A vida foi se tornando agitada e sem graça, a civilização automatizou um dos momentos mais gostosos do dia.
O banho pode ser lúdico como antigamente. E sem o mico do patinho. Com sabonete líquido, o chuveiro se transforma numa banheira e fica quase impossível tomar banhos de 3,5 minutos. Eu recomendo. Já o banheiro químico ou o fraldão, cada um sabe o que fazer da sua vida.

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