22 de jun de 2010

Dilemas existenciais de uma mãe

Engraçado como o mesmo ato de escrever que faz um bem danado às vezes vira algo sofrido. Ontem (e no fim de semana) eu preferi não postar nada aqui no blog porque eu ficaria ainda mais ansiosa escrevendo sobre a primeira viagem do Fabio. Era o assunto inevitável. Dois dias longe de casa, em um passeio do colégio para as Missões, a 8h de distância daqui, mobilizaram os meus nervos por semanas. Tá achando exagero de mãe? Claro que sim, mas eu tenho os meus motivos.
Agora que a noite passou, a gente se falou várias vezes e ele volta hoje no final do dia, estou mais tranquila. A couraça que reveste as mães recebe uma camada extra depois de momentos como esse. Eu cheguei a pensar em não deixá-lo ir, mas também era importante para a autoconfiança dele.
Fabinho, vou te amassar muito quando tu sair do ônibus. E se eu chorar, vai ser de alegria.

3 comentários:

Tays Rocha disse...

Eu também sou assim e já fico sofrendo por antecipação, eles ficam bem, vão empolgados. Leo tem só 4 anos e me disse, quero dormir 11 dias na minha avó, 11 dias? Nem morta... mas ficou 5, ligava todo dia e ele me dizia, vou ficar mais um dia mamãe e eu aqui me remoendo, acho que minha couraça tá endurecendo também ;o) Beijocas.

Melitalia disse...

Magali!!!! TU não faça este mico na frente dos coleguinhas!!! Não vai chorar na frente da turma. hahahahaha

Fernanda Reali disse...

Nem me fala, senti um aperto no peito só em pensar nisso! Nunca dormi uma noite longe dos meus, nem passei mais de 5 horas sem vê-los (o tempo/horário da escola foi o máximo).

Até hoje, não aceitei fazer uma viagem a dois para não dormir longe deles. Errada? Sim, completamente, mas não consigo!

Parabéns, amiga, que prova de fogo. Se fosse o Rafam nem tanto, é grande. MAs o FAbinho é pequeno e ainda tem a história do aciente. Credo, que susto.

Parabéns para os dois, para ti e o Momô!

bjs