
Agora eu olho para o fogão e - droga! - sinto falta dela. Não da última ou da penúltima, mas da figura da chaleira. Talvez não importe tanto sua utilidade, mas o papel que ela representa. É um bastião do aconchego. Eu me criei e criei meus filhos com uma chaleira em cima do fogão. Enquanto penso em voz alta, me dou conta de que ela é um ícone do Lar, Doce Lar. Assim como a bordinha de crochê do pano de prato e a rachadura na parede.
Amanhã mesmo eu vou atrás de outra chaleira. Vou me sentir melhor com ela por perto. Preciso da sua mística, hoje em dia o mundo anda cyber demais. Tem objetos que realmente são os móveis e utensilhos da casa. A chaleira tem alma e eu não sabia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário