30 de jun de 2010

Um post mega açucarado

Esse filme foi um achado na locadora. Vi durante o último jogo do Brasil e adorei. São várias histórias entrelaçadas que se passam em L.A. no Dia dos Namorados. Totalmente L.A. Histories. Por isso mesmo, beeem legal.
Esse eu vi com o meu amor no Dia dos Namorados. Pra quem curte escrever, é muito bacana. E tem as paisagens da Itália que, por si só, já são românticas. Agora quem dá um show mesmo é a Vanessa Redgrave.

Falando em cinema, escuta a historinha que eu ouvi há pouco no carro...
"Mãe, o Rogério convidou a Luisa pra ver Crepúsculo Barra (assim mesmo) Eclipse. Ela disse que vai, mas as amigas vão junto." Ou seja, o amigo do Fabio se deu bem. Irá ao cinema com a garota por quem é apaixonado e levará de brinde as amigas que o resto dos guris gostam. O que posso dizer? Com 10 anos, eu era uma abobada.

Fotos: Google

Era uma casa muito engraçada


Meus filhos, um dia tudo isso será de vocês.
Nas fotos, o muro e a pavimentação de ruas do condomínio Casa Hermosa em Xangri-lá. Um registro histórico. E levemente desesperador, considerando que daqui a 1 ano e meio tudo precisa estar pronto. Báril, toca ficha que eu já tô pensando na decoração.

Fotos: www.baril.com.br

Eu podia abrir uma auditoria

De tempos em tempos eu dou uma incerta no guarda-roupa do Fabio para uma necessária auditoria. Tem sempre um moletom que desaparece misteriosamente e ele nem lembra onde está. No colégio, claro. Em algum canto do Achados e Perdidos. E em casa, cabides vazios.
Hoje o Fabio foi avisado na porta do elevador. Só entra no meu carro ao meio-dia se estiver com a jaqueta de chuva que eu trouxe de viagem e ele esqueceu segunda-feira. Eu cuido tanto das roupas, como pode ele nem se dar conta que voltou pra casa sem a dita cuja?
As respostas possíveis: 1) O Fabio é menino, portanto não tem o mesmo apego com coisas insignificantes como vestimentas. 2) Ele já tem que prestar atenção na professora, mas toda a cota de atenção é gasta com o futebol ou figurinhas da Copa - nem com a profe, muito menos com casacos. 3) Foi uma jaqueta de chuva. E, você sabe, desde a Roma Antiga crianças odeiam se proteger da chuva. 4) Na lista de prioridades de um menino de 10 anos, não existe espaço pra mães questionando sobre cabides vazios. 5) Ele quer se rebelar. Em vez de queimar o box spring, "esquece" roupas. 6) É alguma carência de vitamina que ajuda na memória e eu preciso marcar urgente um check-up completo. 7) Ele só esqueceu, pombas!

Foto: FFFFound

Coisas de blogueira

Nessa vida de blogueira, realmente tudo é possível. A gente troca links com as amigas, troca posts e troca amigas também!! Há pouco entrei no blog da Lucia e ela estava falando da Fernanda, que deixou um comentário lá sobre futebol!! Detalhe: as duas nunca se viram na vida, mas se conheceram através do meu blog. Já imaginei um café superanimado com nós três. Um dia podia rolar. A Lucia é incrível, uma das coisas mais preciosas que eu levei da Escala para sempre. A Fernanda é minha amiga de infância, uma carioca muito falsificada que foi a cupida de um verão mágico no Imbé. As duas, separadamente, fazem parte das minhas referências de mulher e eu sei que posso contar com elas. Agora vai dizer que não é genial eu entrar no blog de uma e ver a outra lá, bem enturmada? Parece aqueles sonhos malucos onde os encontros são nonsense. Lucia e Fernanda, vocês só me dão alegrias! Meu dia começou melhor por causa disso.

Imagem: FFFFound

29 de jun de 2010

Dá pra enforcar o banho?

Certos hábitos de higiene são vergonhosamente transgredidos no inverno. Crianças enforcam o banho. Adultos lavam as partes o mais rápido que conseguem e correm para a toalha sequinha. Calcanhares rachados ficam sem hidratante porque ninguém aguenta ficar nua passando creminho e esperando ele ser absorvido pela pele.
É por isso que eu digo: estufa é a lareira de pobre. No banheiro, é um luxo acessível a todos os mortais. Pelo bem da nação e da higiene, comprem suas estufas. Se você não mora no Sul, não entendeu nada... Por isso eu escolhi a foto aí de cima. Ela parece o que você pensa que é, mas na verdade isso é o banheiro na hora do banho, em uma noite bem fria de inverno.
Foto: FFFFound

Sorry I am late

Ontem foi o Dia do Orgulho Gay. E essa é a minha humilde homenagem. Mais tolerância, mais respeito, mais coragem, mais amor. Seja do jeito que for.

Imagem: FFFFound

Rehab alimentar

Acredite, estou fazendo força para manter o bom humor. Mais uma vez eu constato que fechar a boca tem influência direta no meu ânimo. Hoje é o segundo dia de comidinha light e parece uma eternidade. Quero morder as pessoas de raiva. Só de saber que não posso comer o que eu quiser, chego a ver carros de chocolate andando na rua. Preciso de um adesivo de Nutella urgente pra colar no céu da boca!! Pode ser de fios de ovos, de qualquer coisa doce.
Se eu fizer um exame de sangue agora, a taxa de simpatia vai estar lá no dedão do pé. Desculpe, mas a minha cara feia é realmente de fome. Psicólogica, claro. Com o estoque disponível na região entre o peito e a bunda, dá pra passar meses de inanição no deserto.
O problema é que o cérebro é traiçoeiro, fica mandando mensagens indecentemente carentes para o estômago. Ou vice-versa. Eles não se entendem e eu rosno. Dessa vez, vou resistir bravamente. Em um mês de rehab, já vai dar pra ver algum resultado. Sei bem como é. Aí fica mais fácil. Quer dizer, fácil só se a genética ajudasse. Mas isso está fora de cogitação.



Imagem: DeviantART

28 de jun de 2010

Criatividades da indústria capilar

Comprei um xampu que repara 3 anos de dano acumulado em 1 mês. Três anos!! Praticamente o xampu milagroso, olha que piada. Mas eu comprei. O condicionador que uso já repara um ano em um mês, então são quatro anos!! Meu lema no quesito capilar é: se dá pra restaurar, então restaure.
Mulheres precisam acreditar que seu cabelo pode ficar mais sedoso, macio, brilhante, incrível, poderoso. E a pele, as unhas, os músculos, tudo. Nossa vaidade sustenta milhares de trabalhadores nas fábricas, chega a ser emocionante constatar como nós geramos empregos.

Foto: FFFFound

Força, coragem e determinação

Essa semana é a que divide o ano em dois. Portanto, uma semana derradeira. Daqui pra frente, dá pra sentir o verão e os biquínis se aproximando. Não vou deixar o desespero chegar em setembro.
Domingo fiz as pazes com a corrida, iniciei uma lavagem cerebral para fechar a boca, parar de comprar bobagens no supermercado e controlar a ansiedade. Anotar TUDO que a gente come é um bom truque para se controlar. Só não vale mentir pro caderno.
Mais uma vez, aqui vou eu. Tudo pelo prazer de sentir o jeans folgadinho na cintura.

Foto: Levans Photography

24 de jun de 2010

Peça-chave

O All Star entrou tarde na minha vida, mas não sai nunca mais. É que nos últimos anos eu me concentrei totalmente no salto alto e estava sempre montada. Especialmente pra trabalhar, o que é um crime, considerando que uma agência de propaganda permite um jeito de vestir bem mais estiloso e descomprometido. Eu é que não me permitia usar algo que não tivesse no mínimo 7 cm de altura.
Hoje em dia eu subo e desço do salto quando eu quiser. Por dentro, minha estatura cresce independente daquilo que coloco nos pés. Não me sinto menos arrumada ou menos importante. E tirar de circulação uma regrinha que a gente mesmo estabeleceu é libertador.

Foto: weheartit.com

23 de jun de 2010

Festa junina de novo?!

No sábado, lá vamos nós para a festa junina do colégio. É a prova de que a terra girou, o relógio andou e mais um ano chegou na metade. Como sempre, as filas pra comprar qualquer coisa comestível serão enormes. A fumaça do churrasquinho vai impregnar na roupa. Crianças passarão gritando com seus bigodes pintados. E eu pensarei: o que estou fazendo aqui?
Mas é um clássico do ano letivo, não adianta. Dou uma passadinha, nem que seja pra encontrar os conhecidos nas filas e ver quem está comendo o quê. Também é uma boa oportunidade pra ver como os filhos dos outros cresceram, não são só os nossos que espicham e mudam a voz. E tem a expectativa de ser mandado para a prisão, que eles adoram - seria um lado criminoso em potencial? Eles sabem que terão a companhia dos amigos no xilindró, então não deve ser ruim. O único problema é ficar horas conversando com alguém que ostenta um pedaço do espetinho de frango no dente. Nesse caso, ou a gente avisa ou bebe mais Quentão - falando de clássicos, esse é imbatível: o vinho quente queimando os dedos e o céu da boca.

Foto: finelittleday.blogspot.com

Sobre a gostosa sensação de normalidade

A gente reclama da vida de barriga cheia. São as reclamações de sempre, como falta de dinheiro pra viajar, comprar (mais) roupa, trocar de carro, excesso de trabalho e de peso, rotina, contas... ih, a lista é longa. E de repente um beijo de boa noite dá aquela situada. As verdadeiras prioridades aparecem bem na nossa frente. Pensei nisso ontem, quando fui dar o terceiro beijo no Fabio, ele já no quinto sono. Quentinho e protegido na sua cama. Todos em casa, todos com saúde, tudo na santa paz. Essa é a normalidade que molda uma família.

22 de jun de 2010

Dilemas existenciais de uma mãe

Engraçado como o mesmo ato de escrever que faz um bem danado às vezes vira algo sofrido. Ontem (e no fim de semana) eu preferi não postar nada aqui no blog porque eu ficaria ainda mais ansiosa escrevendo sobre a primeira viagem do Fabio. Era o assunto inevitável. Dois dias longe de casa, em um passeio do colégio para as Missões, a 8h de distância daqui, mobilizaram os meus nervos por semanas. Tá achando exagero de mãe? Claro que sim, mas eu tenho os meus motivos.
Agora que a noite passou, a gente se falou várias vezes e ele volta hoje no final do dia, estou mais tranquila. A couraça que reveste as mães recebe uma camada extra depois de momentos como esse. Eu cheguei a pensar em não deixá-lo ir, mas também era importante para a autoconfiança dele.
Fabinho, vou te amassar muito quando tu sair do ônibus. E se eu chorar, vai ser de alegria.

16 de jun de 2010

Quer entrar no bolão?

Diga não, pra ver o que acontece. Todo mundo coloca você no banco de reservas. É pedir pra ser rotulada de A Antipática. Eu entrei no bolão, mas terceirizei o preenchimento da tabela. Quem marcou os resultados dos jogos pra mim foi o Rafa. Não é trabalho infantil, não. Se a gente ganhar, o prêmio vai ser dividido meio a meio. Ele curtiu, talvez me perdoe por não comprar vuvuzela coisa nenhuma. Pronto, já cumpri com a etiqueta da copa. Um bolão é mais do que suficiente.

Foto: Flickr

E o décor verde-amarelo?!

Ok, eu entendo essa necessidade de cobrir o universo de verde-amarelo. Só não esqueça de ter um mínimo de estética porque essa combinação de cores é bem perigosa.
Esses dias eu passei na frente de um prédio e chorei ao ver uma velhinha cheia de durex na boca, "dicorando" a entrada. Coitados dos moradores quando chegaram em casa. Quinze minutos depois, passei de novo ali e o quadro era desolador. Aquela vovó bem intencionada acha que decorar é espalhar coisas por toda parte - e pode colar tudo torto mesmo, o Dunga nem vai reparar. Pela quantidade de papel crepom e plásticos verdes e amarelos que vi, ela iria longe. As grades, os troncos, a caixa de correspondência e possivelmente até o buraco da fechadura entraram no décor. Uma mistureba tão feia que pode dar azar.

Imagem: FFFFound

Uma troca justa

Desculpe, Seleção. Mas ontem eu aproveitei o tempo do jogo pra ganhar milhas com o George Clooney. Eu era aquela 0,00000000001% das mulheres que ainda não tinha visto Up in the air/ Amor sem escalas. E, como fiquei presa na agência trabalhando, precisava compensar de alguma forma. E que forma! Um lançamento desses dando sopa na locadora. E eu buscando um sentido na vida (quem não curte futebol vira um ET nessa época). Sério, nunca esperei tanto um jogo começar. Ele tava guardadinho dentro da bolsa, todo charmoso. Coloquei o DVD no computador, os fones no ouvido, as pernas em cima da mesa e aí o pessoal apagou as luzes pra ver melhor o jogo. Thank you so much. Não é falta de patriotismo, eu até levantei os olhos da tela quando o Brasil fez os gols. É que eu aprendi a aproveitar muito bem os tempinhos que surgem for free.
Imagens: O Dunga é do Google. O George Clooney é do meu coração.

15 de jun de 2010

Sorte

Coisa boa ganhar algo que a gente não estava esperando, ainda mais em um sorteio. Ganhei uma cesta linda que foi sorteada no salão de beleza que eu frequento. Coloquei meu nome no papel sem a menor expectativa, vi a cesta de canto de olho em cima do balcão e nem reparei no que tinha lá dentro. Quando fui buscá-la, supresa! Grandona, pesada, cheia de delícias e de produtos da Natura e Wella. Obrigada, dona sorte. E pode continuar por perto, que eu adorei.



Imagem: Lolitas Fashion Photography

14 de jun de 2010

Micos e apaixonados

Imagine dois colegas que estão em outra cidade a trabalho e precisam comer alguma coisa antes de dormir, além de ocupar o tempo perdido do fim de semana. O restaurante do hotel parece ser o local mais prático e seguro. Agora pense que essa noite aconteceu no último sábado, o epicentro da comemoração romântica, com 99% das mesas e do hotel ocupados por casais in love.
Eu e o Ricardo éramos um desses casais e senti peninha dos dois senhores, constrangidos e deslocados. Ao enxergarem tantas velas e pétalas vermelhas nas mesas, eles rapidamente falaram para o garçom:
-A gente vai ficar no bar.
Quando nós saímos, eles ainda estavam bebendo algo. Não sei se comeram ali mesmo no balcão ou se dormiram de barriga vazia. Já outro homem, provavelmente também hospedado no hotel, jantou com a companhia do dicionário tentando decifrar o cardápio. Vai ver, a fome era maior.
O meu jantar estava perfeito e a noite, melhor ainda. Eu sempre quis me hospedar na minha própria cidade pra ver qual era a sensação. Turista eu não me senti. Mas superfeliz e amada. Recomendo.


Imagem: Daydream Lily

11 de jun de 2010

O War nosso de cada dia

Ser bombardeada com bexiguinhas gordas de água e ter que fugir do solo inimigo descalça, cuidando para não escorregar no piso encharcado. Isso sim é que era guerra! E uma guerra bem divertida.
Depois que a gente cresce e começa a levar o mundo muito a sério, perigo mesmo são as batalhas internas. Por dentro, a cabeça vira um tabuleiro onde estratégias são armadas não para conquistar a Europa ou a Oceania, mas para derrubar a nossa própria segurança.
Eu me considero uma pessoa otimista e, mesmo assim, às vezes preciso lutar feio com uns pessimismos que surgem do nada, roubam o meu sono e curvam meus ombros. É como se eu tivesse certeza absoluta de que não vai dar certo e eu não vou conseguir.
As madrugadas são o território ideal para esse tipo de batalha, você já reparou? Os problemas ficam maiores e se alastram pela casa silenciosa. O travesseiro vira um campo minado. Geralmente na manhã seguinte, a gente acorda e se sente mais confiante. Camuflada, só a espinha que surgir na ponta do nariz.

Vale a pena ver de novo

Sara Jessica Parker
Angelina Jolie

Fergie

Catherine Zeta-Jones

Victoria Beckham

Nicole Kidman

Gentileza: In Style

10 de jun de 2010

Depois dos 40, tem que ajudar

Hoje comprei colágeno em pó. Misture 1 a 2 (2, óbvio!) colheres de sopa no leite, suco ou água e sinta as ruguinhas esticarem na hora!! Tá bom, se der um brilho na pele eu já agradeço.
O pozinho mágico parece leite em pó e não tem gosto. Misturei com café e desceu redondo! Acho que tomar colágeno em drágeas não dá a mesma emoção. Confesso que fiquei com vontade de virar o saco inteiro na água e mandar ver no guti-guti. Mas poderia dar um efeito Benjamin Button, nem pensar reaprender a engatinhar. Só quero um reforço estratégico.
Nos 20 anos, tudo é festa. Nos 30, a gente não pensa em tudo. Nos 40, vale tudo. E alguém tem que alavancar a indústria do colágeno em pó - até porque sai bem mais barato do que contribuir para o império dos nutricosméticos.
Some a isso o bom e velho filtro solar, mais um complexozinho de vitamina B, óleo de semente de linhaça e uma reza forte para o santo protetor. É nóis rumo aos 43!!

Foto: Flickr

9 de jun de 2010

Namorados para o site do Bourbon Shopping

Eterno enquanto durar

É quase impossível explicar a paixão e, consequentemente, os apaixonados. Os cientistas colocam eletrodos nos seus cérebros para tentar mapear o turbilhão que acontece lá dentro. O cupido acha isso uma bobagem, já que ele é o grande responsável por todas as paixões. Nem a guru Wikipedia ou o oráculo Google conseguem encontrar uma definição perfeita para esse sentimento que tira a fome e a razão. O certo é que a maioria dos apaixonados um dia se enche de coragem e passa para o próximo passo: o namoro.
Eu poderia jurar que a cola Super Bonder e o GPS foram inventados em homenagem aos namorados - especialmente no início do namoro, onde 24h parecem pouco e é preciso estar junto 48h por dia. Haja assunto e fôlego. É um tsunami do bem, tão devastador quanto empolgante. O casal se esconde sob um filtro cor de rosa.
Ninguém consegue prever por quem vai se apaixonar. Às vezes uma risada desencadeia tudo, ou um comentário inesperado, ou um olhar escannedor (devidamente correspondido), ou um ímã escondido no bolso do outro. Eu apostaria minhas fichas numa palavrinha: química. Só ela faz dois completos estranhos se apaixonarem, assim como dois velhos conhecidos. Colegas de trabalho também podem sentir o crachá saltitar e o coração querer sair pela boca.
Tem namoros que duram pouco, tem namoros que duram tempo demais, tem namorado que não se decide e passa a ser chamado de namorido, tem amigos que ajudam, tem família que atrapalha, tem confiança e insegurança, tem o ciúme que coloca um ponto final em romances que poderiam ter mais páginas. E tem o final feliz, que de final não tem nada porque é sempre um recomeço. Eu acho que o namoro é feito de vírgulas, de uma vontade enorme de continuar junto nas próximas frases, de momentos prazerosos que vão se transformando em parágrafos, de pequenas pausas para respirar e se beijar de novo.
Apaixonados de todas as idades, comemorem o dia 12 como se fosse a primeira vez. Com aquele brilho nos olhos, com a boca seca e as mãos dadas, com a certeza de que vocês merecem um presente-surpresa mas, acima de tudo, a presença um do outro. E se não for pedir muito, que seja uma noite de lua cheia, de champanhe gelado e declarações calientes. No Dia dos Namorados, que nenhum “Eu te amo” fique sem resposta.

8 de jun de 2010

Cumplicidade no elevador

Não sei o nome dessa vizinha, provavelmente ela também não sabe o meu. Isso não a impediu de dividir comigo um momento de dor.
-Eu entreguei pra ele uma bota... e eu adoro botas!
O "ele" era um motoboy da farmácia. Ao entrar no elevador com uma sacolinha de remédios que custou o valor de uma bota, essa mulher viu em mim uma alma gêmea. E acertou, porque aquela comparação monetária doeu em mim. Por mês, seguramente, eu gasto um par de botas na farmácia.
Ela nem falou sobre o tempo.
Ela esqueceu de apertar o botão do seu andar.
Ela precisava contar isso pra outra mulher - no caso, eu. Fez bem. Seu marido ou filhos nunca iriam entender.
-Tu também gasta muito com farmácia? Hoje eu vi uma bota linda, (suspiro) fiquei louca pra comprar mas pensei: não estou precisando. E agora... eu gasto essa bota em farmácia!!
Também achei uma injustiça. Não sei qual remédio ela comprou, se existe Genérico, se poderia ter sobrado dinheiro pra uma rasteirinha. Nem fui solícita e perguntei se havia alguém doente em casa. Nosso assunto era outro. As ironias do destino.

Foto: FFFFound

7 de jun de 2010

Sobre a utilidade da chaleira

Nunca parei para pensar na real necessidade de ter uma chaleira em casa. Olhando de longe, ela só fica parada em cima do fogão com um ar blasé. Não sabe fritar um ovo. E chia quando tem que trabalhar. Sabe aquele restinho de água que sempre sobra lá dentro, difícil de secar? É um hotel 5 estrelas para o mosquito da dengue. Já tive três ou quatro chaleiras na vida. A última era a mais bonitinha, toda fashion, pelo menos decorava a cozinha. Sua alça não segurou o tranco, soltou e foi aposentada precocemente.
Agora eu olho para o fogão e - droga! - sinto falta dela. Não da última ou da penúltima, mas da figura da chaleira. Talvez não importe tanto sua utilidade, mas o papel que ela representa. É um bastião do aconchego. Eu me criei e criei meus filhos com uma chaleira em cima do fogão. Enquanto penso em voz alta, me dou conta de que ela é um ícone do Lar, Doce Lar. Assim como a bordinha de crochê do pano de prato e a rachadura na parede.
Amanhã mesmo eu vou atrás de outra chaleira. Vou me sentir melhor com ela por perto. Preciso da sua mística, hoje em dia o mundo anda cyber demais. Tem objetos que realmente são os móveis e utensilhos da casa. A chaleira tem alma e eu não sabia.

Uma corridinha pra despertar o corpo

Feriadão bem aproveitado é aquele que bagunça completamente com o relógio. A gente só percebe na segunda-feira, quando acorda na hora em que deveria estar saindo de casa.
Se fosse um incêndio, teríamos deixado o prédio em tempo recorde. Deu neguinho correndo pra todos os lados e o saldo foi um celular deixado pra trás. Ele passa bem. Sorte que as mochilas estavam arrumadas e os lanches separados. Também ninguém saiu de barriga vazia, tô falando que a família é rápida. Eles, lógico. Porque eu tô aqui, ainda de pijama, registrando o fato nesse blog que é quase um livro de memórias.
Talvez eu morresse queimada no incêndio fictício, tentando decidir que roupa usar ou passando um ativador de cachos antes de descer. Mas descobri que eu daria uma excelente líder de acampamento, ao gritar um potente Acoooooooooooooooorda, cambada!! Se tinha alguém dormindo no nosso andar, aposto que levantou.
Fica uma dica prática de sobrevivência pós-feriado: aproveite tudo que tem direito, só lembre de ligar o alarme antes de dormir.
Foto: Flickr

5 de jun de 2010

Eu jamais poderia ser publicitária (ou mulher) nessa época

Quanto mais a esposa trabalha, mais bonita ela fica.

Mais cedo ou mais tarde, sua esposa vai dirigir. Uma das melhores razões pra ter um VW.

Esposas. Olhem esse anúncio com atenção. Circulem o que vocês querem ganhar de Natal. Mostrem para os seus maridos. Se eles não forem para a loja imediatamente, chorem um pouco. Não muito. Só um pouco. Eles irão, eles irão.

Dê uma baforada na sua cara que ela vai segui-lo em qualquer lugar.

Coloca ela onde ela merece.

Não chore, querida! Você não queimou a cerveja!

Ops

Agora tenho uma mancha no meu currículo, espero que saia com Vanish. Eu, uma mãe megablaster eficiente, esqueci de pegar meu filho! Cheguei em casa sem ele - o Ricardo disse que eu precisava ter visto a minha cara.
Dá meia volta, chama o elevador, pega o carro, dirige até o amigo e depois vai pra casa de novo. O Rafa achou graça e esperou numa boa. Aparentemente, sem traumas. Ainda bem que isso aconteceu aos 14 e não 4 anos.
Meu caso não chega a ser como aqueles em que os pais esquecem o bebê dentro do carro. Também não dá pra culpar o estresse ou o alemão (Alzheimer). Foi pura distração mesmo. Minha cabeça estava cheia de pensamentos bons, de planos e sonhos que estão pra acontecer. Em 20 minutos, eu fui até a Lua e voltei.
Foto: DeviantART

4 de jun de 2010

Do not smile

Por que algumas pessoas andam sem dente por aí? Devia ser proibido - a menos que você tenha batido a boca na quina da mesa e, sangrando, esteja se dirigindo ao dentista.
Não falo dos miseráveis, mas de quem pode pagar uma consulta e uma prótese. Fico com vontade de morrer quando converso com alguém e percebo o buraco. Geralmente é na arcada de cima, na lateral. Será que eles pensam que não aparece?
Sou filha (e neta, cunhada, irmã) de dentista. Mas tenho certeza de que todo mundo também nota essa falha técnica na boca. Chama muita atenção. Em mulheres, nem se fala. Esses dias aconteceu de novo. O cabelo bem tratado, o corpitcho em dia, as roupas legais e a cratera gritando.
Só em criança é fofo perder dente. O banguelismo adulto é atestado de pobreza mental. Medo de dentista? Trata isso na terapia. E marca urgente um horário pra dar um jeito nessa boca.

Ilustração: The Stuntkid

In love



Relacionamento é isso, muitas partes que formam uma história. Se essa história for verdadeira e bonita, mais e mais pedaços vão se somando.

Fotos: FFFFound

Só não pode morder

O mundo pop sempre dá boas ideias para a moda. Assim ninguém perde a tampa da Bic e tem um acessório divertido.

Foto: www.thecoolhunter.net

3 de jun de 2010

Constrangimento

A mulher do caixa olhou pra mim com certo ar de reprovação e disse pra fila inteira ouvir:
-Cartão inválido.
Fiz o que todo mundo faz numa hora dessas. Fiquei com cara de tacho, franzi a sobrancelha e repeti o chavão:
-Mas como?! Não sei o que aconteceu!
Rapidamente, abri a carteira e paguei com dinheiro. Sorte que haviam notas, geralmente tem só pedaços de papel. Eu pago 99% das compras com plastiquinho, minha vida mudou desde o dia em que descobri qual era a senha pra débito. Mastercard e Visa são os meus melhores amigos. Nem carrego mais talão na bolsa, 2 ou 3 folhinhas de cheque por precaução. E uns pilas, coisa pouca. E é isso que recebo em troca? O constrangimento em via pública?
Essas maquininhas de cartão estão ficando desaforadas. Agora tem uma outra, a tal de Cielo, já reparou? Acho que foi uma dessas que duvidou da minha índole financeira. Era noite, fim de expediente. Eu podia estar parecendo uma louca cansada, mas nunca uma trambiqueira.
Pior é que no dia seguinte a cena repetiu: cartão inválido, cara de tacho, sobrancelha franzida, mas como?, não sei o que aconteceu.
Amanhã vou no banco. Alguém tem que examinar o dito cujo. Dinheiro, tem. Moral, gastei toda.

Foto: Flickr

2 de jun de 2010

Eu morro e não vejo tudo

Em Porto Alegre é comum a gente ver perto de hospitais algumas vans que trazem pacientes do interior para consultar ou fazer exames. Até aí, acho superválido. O engraçado é que essas vans aproveitam a viagem (e a lataria) para propagandear sua pujança local. E assim, circulam vans da Cidade do Moranguinho, da Terra do Pêssego, do Município do Sapatênis, etc.
Agora há pouco cruzei com a melhor de todas: Putinga, a Cidade do Meteorito. Ao contrário das outras vans, que geralmente são brancas, essa era preta e com um belo meteorito adesivado. Juro, fiquei constrangida. Pode ter pessoa doente lá dentro, pra que fazer a gente rir?
É isso que eu chamo de aproveitar bem os 15 minutos de fama. Dei um Google em Putinga e descobri que "a cidade é reconhecida no mundo inteiro (!!) devido à queda de um meteorito em 1937." Desculpe a ignorância, mas eu não sabia. Já a Wikipedia fez o devido registro.

Imagem: Google

Totalmente dispensável

Ontem o Ricardo aprendeu a fazer polvo, lula e outras coisas nojentas que habitam o fundo do mar. Um camarãozinho já era o suficiente, ssor! (pra quem não tem filho em idade escolar, ssor = professor.)
Cheguei a uma conclusão: o ensino é igual, mesmo que tenha um quadro negro ou um fogão lá na frente. Pra que ensinar a cozinhar tentáculos? Na nossa casa ainda rola uma simpatia grande pelo Lula Molusco - e ninguém quer almoçar o amigo do Bob Esponja.
Essa aula foi como aprender sobre a Revolução Francesa. Ok, está no currículo, mas não vai ter utilidade nenhuma. Eu teria saído no meio. O Ricardo resumiu o conteúdo em uma frase: Magali, quase vomitei.
Ilustração: Weyoume

Carta aberta a Rosana Jatobá

Querida Rosana, por favor, faz chover em Porto Alegre - hoje não que tem um sol lindo, pode ser logo depois do feriadão. Também não quero enchente ou a umidade escorrendo pelos azulejos. Apenas uma chuva pontual, porém forte, digna e, se não for pedir muito, com vento.
É que eu preciso testar o janelão aqui de casa. Ele passou por um extreme makeover, vazava muito, teve um dia em que achei que tinha nascido uma cachoeira no canto. A brincadeira custou caro e desse tipo de silicone eu não entendo. Claro que posso esperar um pouco pela chuva, o problema é que a parede não escapou ilesa da recauchutagem. Até massa corrida vai precisar - falando nisso, quando acontecer a pintura eu vou te incomodar mais um pouquinho. Aí não pode chover de jeito nenhum, senão vira lenda. E vá arredar os móveis de novo e transformar a sala num campo de batalha.
Rosana, eu e você sabemos que o clima é rebelde, ele se governa, faz o que quer. Mas você segura bem as pontas no vídeo. Vou continuar acreditando na previsão do tempo, nem que seja em admiração ao brilho do seu cabelo. Antes de terminar, só mais uma coisinha: você tem algum pintor de confiança pra indicar?
Foto: FFFFound

1 de jun de 2010

E o dia do Meio Ambiente?



Esse vídeo é dica do Peri, um colega meu que é vegetariano. Deixar de comer carne eu acho quase impossível, mas fiquei com raiva das garrafas de água. Tá bom, também fiquei tristinha com os publicitários, que são pagos pra criar necessidade.

Tralhas, tralhões e tralhinhas

Abra uma porta de armário que você não mexe faz tempo. Mas tenha cuidado para não ser soterrada. É incrível a capacidade que o ser humano tem de armazenar roupas que não servem mais, objetos que não têm a menor utilidade, notas ficais de 1954, papéis que já viraram papiro.
A minha mesa do trabalho não possui gavetas, e eu sinto tanta falta delas. Ao mesmo tempo, é bom porque não consigo juntar tralhas. Em casa, eu me considero uma pessoa organizada e adoro promover um faxinão. Mesmo assim, levo um susto e lá se vai um novo carregamento para o lixo.
Esses dias, subi em um banquinho e achei uma sacola suspeita com - pasme - seis caixinhas de guardar aparelho ortodôntico. Em uma delas havia resquício da primeira pasta de dentes que a Colgate lançou no mercado. Eu nem sabia que ainda guardava aquilo.
Saboneteiras também surgem do nada. E pratinhos de vaso. Outras coisas que se multiplicam e lotam armários: pote sem tampa, colher sem cabo, meia sem par, brinco sem tarrachinha, remédio sem validade, cadarço sem aquela pontinha dura, cueca sem elástico. Socorro!, eu chamo o telentulho e não me livro de tudo. Casa que tem criança, então, é um antro de craqueiras. Eles adoram guardar figurinhas, latinhas, caixinhas e todos os inhas que encontram por aí.
Não é que os apartamentos de hoje sejam pequenos, é o consumismo que aumentou. Por isso, eu sugiro uma profilaxia periódica. Abra os armários e abra espaços vazios. Menos é mais, já disse a Gloria Kalil.