5 de jul de 2010

Experiência de vida

Passei a olhar com mais simpatia para os vendedores de jornal. Essa garota da foto é minha sobrinha Bia e o cenário é Dublin, na Irlanda. Aos 20 e tantos anos, a Bia está fazendo o que eu não fiz: um intercâmbio pra passar um pouquinho de trabalho. E olha que a vida dela já estava bem encaminhada profissionalmente por aqui. A fisioterapeuta Bia chutou o balde e foi embora. Em dois meses, já tem bastante história pra contar. Ela ainda trabalha em um pub e recentemente comprou um par de tênis pagando com um saco de moedas, só de gorjetas.
Até hoje eu sinto falta de ter feito um intercâmbio assim. Na época, eu poderia ter ido mas não quis. Medo de largar o conforto do lar? Possivelmente. O Ricardo também não fez e a gente tem esse desejo maluco de morar um tempo fora. Com filhos é mais complicado, mas não impossível.
Meu irmão mais velho foi garçom por um bom tempo em Nova Iorque. Eu saí do colégio, entrei na faculdade e logo comecei a trabalhar - sempre a uma distância segura de casa. É como se tivesse ficado um buraco na minha linha do tempo, e a gente só percebe isso depois.
Por mais que eu morra de saudade, vou dar a maior força para que o Rafa e o Fabio tenham essa experiência. Desde que os dois não resolvam ir juntos, senão infartam a véia.

3 comentários:

Anônimo disse...

Maga, mais uma vez compartilho do mesmo sentimento que o teu: o de arrependimento por não ter ido passar um tempo fora quando era mais jovem. Mas ainda dá tempo pra gente, é só querer.
Beijos

LuRodrigues

Beatriz de Moraes disse...

Tia... Realmente a experiência é única... Choro todos os dias, mas tenho certeza que está valendo muito a pena esse mundo louco aqui fora... A Europa é fantástica e tem muita história pra contar... História mesmo, aquela que a gente aprende do colégio...
Amo vocês e a cada dia tenho mais cereteza... Obrigado pelo carinho e por todas as palavras de incêntivo...

vera.moraes disse...

Realmente é necessária muita coragem para esta experiência e deu o maior incentivo a minha filha Bia. Mas de uma coisa estou certa:continuo com a mesma opinião contrária a intercâmbios para menores de 24 anos. É necessário uma maturidade mínima para que tudo transcorra de uma forma tranquila..